Setor sucroenergético lidera as perdas da Bolsa em 2025 com ajuste de preços e pressão operacional

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Foto: Shutterstock/patoouu pato

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O setor sucroenergético foi o pior desempenho da Bolsa brasileira em 2025. Segundo levantamento do TradeMap, com base nas empresas do IBRX-100, o segmento apresentou variação média no ano de 43,55% negativos, destoando do movimento positivo do mercado acionário, em um período em que o Ibovespa acumulou alta de 33,95%.

O desempenho negativo foi concentrado principalmente nas ações de Cosan (CSAN3), São Martinho (SMTO3) e Raízen (RAIZ4), que refletiram um ambiente mais desafiador para o setor ao longo do ano. A combinação de normalização dos preços do açúcar e do etanol, custos operacionais elevados, maior volatilidade climática e ajuste de expectativas de margens pressionou as cotações das companhias.

As perdas do setor sucroenergético foram amplas ao longo de 2025. No ano, as ações da Cosan caíram 34,80%, a São Martinho recuou 33,35% e a Raízen registrou a maior desvalorização, com queda de 62,50%. Em uma janela mais longa, o ajuste se intensifica: em cinco anos, as perdas acumuladas chegam a 68,55% na Cosan, 31,85% na São Martinho e 62,50% na Raízen.

Ao longo de 2025, o mercado passou a reavaliar o ciclo do setor, especialmente após anos de resultados favorecidos por preços elevados das commodities e câmbio mais depreciado. Nesse contexto, empresas com estruturas mais complexas, maior intensidade de capital e exposição a múltiplos elos da cadeia produtiva foram mais penalizadas, em um movimento de descompressão de múltiplos e revisão de premissas de crescimento.

Em uma janela mais ampla, o desempenho reforça o caráter cíclico do setor sucroenergético. Apesar das perdas no ano, parte das companhias ainda preserva ganhos acumulados em horizontes mais longos, reflexo de ciclos anteriores mais favoráveis. Ainda assim, o resultado de 2025 evidencia que a correção ocorreu a partir de uma base relativamente esticada, após um período prolongado de valorização.

Ao longo do ano, o comportamento das ações foi marcado por menor apetite por risco e preferência dos investidores por setores domésticos com maior previsibilidade de resultados. Nesse ambiente, o setor sucroenergético ficou relativamente desfavorecido frente a segmentos que se beneficiaram mais diretamente da reprecificação de ativos locais e da melhora gradual da confiança, que, segundo a FGV, encerrou dezembro em 90,2 pontos.

O resultado consolidou o setor sucroenergético como o pior desempenho do IBRX-100 em 2025, em um ano marcado por rotação setorial, ajuste de expectativas e maior seletividade do mercado, reforçando a elevada sensibilidade do segmento a fatores operacionais, climáticos e de preços de commodities.

Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.

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