Ajustes setoriais marcam a estreia da bolsa em 2026

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Ajustes setoriais marcam a estreia da bolsa em 2026

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Foto: Shutterstock/Immersion Imagery

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O Ibovespa iniciou 2026 em queda de 0,36%, aos 160.539 pontos, em um pregão de baixa liquidez e agenda doméstica esvaziada, marcado por ajustes em setores específicos. A pressão veio principalmente dos frigoríficos, das petroleiras e de ações mais sensíveis aos juros, como incorporadoras e empresas de consumo.

O principal destaque negativo do dia foi o setor frigorífico, que reagiu à confirmação de uma tarifa adicional de 55% imposta pela China sobre exportações de carne bovina que excederem cotas previamente definidas. Como o Brasil já exporta volumes acima do limite estabelecido, o mercado passou a precificar o impacto sobre receitas e margens, provocando quedas de 6,77% nas ações da Minerva (BEEF3) e 1,70% da Marfrig (MBRF3). Analistas ponderam, no entanto, que o efeito tende a ser administrável no médio prazo, já que a demanda global por proteína segue elevada e a medida pode ser revista ao longo do tempo.

As petroleiras também pressionaram o índice, acompanhando o recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. O Brent voltou a operar próximo de US$ 60 por barril, refletindo preocupações com excesso de oferta global, apesar das tensões geopolíticas envolvendo a Ucrânia, o Oriente Médio e a Venezuela. O cenário reforça a percepção de um início de ano desafiador para a commodity, após um 2025 marcado por perdas expressivas.

No exterior, dados do PMI industrial dos Estados Unidos mostraram leve desaceleração da atividade em dezembro, caindo para 51,8 pontos, mas ainda em território de expansão, mantendo a cautela dos investidores quanto ao ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Entre os destaques corporativos, a Natura (NATU3) concluiu a venda da Avon International, encerrando um ciclo de internacionalização considerado oneroso e reforçando o foco nos negócios mais rentáveis na América Latina, mesmo assim as ações sofreram queda de 3,36%. Já a SLC Agrícola (SLCE3) avançou 3,72% após aprovar aumento de capital por meio de bonificação de ações, sinalizando solidez financeira.

O primeiro pregão de 2026, portanto, foi marcado por ajustes pontuais e postura defensiva dos investidores, em um ambiente ainda permeado por incertezas externas e maior seletividade na bolsa brasileira.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Pão de Açúcar (PCAR3): +4,21%

• SLC Agrícola (SLCE3): +3,72%

• CVC (CVCB3): +1,85%

• Klabin (KLBN11): +1,76%

• Vibra (VBBR3): +1,70%


Baixas

• Minerva (BEEF3): -6,77%

• Cyrela (CYRE3): -3,74%

• Direcional (DIRR3): -3,47%

• Natura (NATU3): -3,36%

• Vivara (VIVA3): -2,95%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (02/01):

• Segunda-Feira (29): -0,25%

• Terça-Feira (30): +0,40%

• Quarta-Feira (31): Fechado

• Quinta-Feira (01): Fechado

• Sexta-Feira (02): -0,36%

• Na semana: -0,22%

• Em janeiro: -0,36%

• No 1°tri./26: -0,36%

• Em 12 meses: +33,64%

• Em 2026: -0,36%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: +0,66%

• Nasdaq: -0,03%

• S&P 500: +0,19%


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