Guerra no Oriente Médio pressiona Ibovespa, enquanto Braskem (BRKM5) dispara quase 30%

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Foto: Shutterstock/Summit Art Creations

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O Ibovespa encerrou a terça-feira (12) em queda de 0,86%, aos 180.342 pontos, pressionado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, pela alta do petróleo e pela repercussão de balanços corporativos. As declarações do presidente americano, Donald Trump, colocando em dúvida a sustentação do cessar-fogo com o Irã elevaram os temores sobre o Estreito de Ormuz e impulsionaram o petróleo, com o Brent avançando 3,17%, para US$ 107,51 o barril.

O cenário reforçou preocupações com inflação global e juros elevados. No Brasil, o IPCA de abril subiu 0,67%, mostrando desaceleração frente a março, mas ainda pressionado pelos preços de combustíveis, alimentos e saúde. O movimento afetou principalmente setores mais sensíveis aos juros, enquanto commodities tiveram desempenho misto.

A Petrobras (PETR4) caiu 1,62% após divulgar lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre, queda de 7,2% em relação ao ano anterior. Apesar da produção recorde no pré-sal, o mercado reagiu negativamente à piora do fluxo de caixa, ao aumento da dívida e à frustração com os dividendos. A estatal destacou que os efeitos da alta recente do petróleo devem aparecer apenas nos resultados do segundo trimestre.

Na ponta oposta, a Braskem (BRKM5) disparou 29,02% após o JPMorgan elevar a recomendação das ações para compra e revisar o preço-alvo para R$ 15. A alta foi a maior intradiária desde 25 de março de 2020, quando os papéis avançaram 31,75%. O banco citou melhora dos fundamentos do setor petroquímico, restrição global de oferta e governança mais forte após a reestruturação da companhia. O movimento também foi intensificado por um short squeeze, diante do elevado volume de posições vendidas no papel.

Entre os destaques positivos do pregão, Hapvida (HAPV3) avançou 9,27% após resultados acima do esperado, enquanto a Direcional (DIRR3) subiu 3,50% com balanço considerado sólido pelo mercado. Já Natura (NATU3) e Azzas 2154 (AZZA3) ficaram entre as maiores baixas do dia com queda de 5,62% e 3,29%.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Braskem (BRKM5): +29,02%

• Hapvida (HAPV3): +9,27%

• Direcional (DIRR3): +3,50%

• Magalu (MGLU3): +3,32%

• Smart Fit (SMFT3): +1,75%


Baixas

• Natura (NATU3): -5,62%

• Yduqs (YDUQ3): -4,03%

• Azzas (AZZA3): -3,29%

• Cosan (CSAN3): -3,22%

• Sabesp (SBSP3): -2,86%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (12/05):

• Segunda-Feira (11): -1,19%

• Terça-Feira (12): -0,86%

• Na semana: -2,05%

• Em maio: -3,72%

• No 2°tri./26: -3,80%

• Em 12 meses: +32,11%

• Em 2026: +11,93%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: +0,11%

• Nasdaq: -0,71%

• S&P 500: -0,16%


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