Realizamos um estudo para avaliar o desempenho dos principais fundos DI dos seis maiores bancos de varejo (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e HSBC) no mês de junho/2012.

A amostra, de 53 fundos, considera apenas aqueles que aceitam aplicações de novos investidores pessoas físicas e foi elaborada a partir das informações dos sites dos próprios bancos. Fundos negociados exclusivamente no segmento Private (altíssima renda) e aqueles com investimento maior em crédito privado (o que gera mais risco) não foram incluídos na amostra.

O estudo mostra quantos fundos de cada banco obtiveram desempenho melhor do que a nova poupança (levando em conta o efeito do imposto de renda à alíquota de 22,5%) e o CDI no mês de junho de 2012, divididos em faixas, de acordo com a taxa de administração (ao ano) cobrada por cada fundo (ver quadro 1). Como observação, a faixa “de 1,0% a 1,5%” inclui fundos com taxa de administração superior a 1% e inferior ou igual a 1,5%.

É interessante notar que há uma quantidade maior de fundos com taxas de administração mais baixas. Somente no segmento entre 0,5% e 1% de taxa de administração há 18 fundos disponíveis (ver quadro 1).

Para aqueles que investiram por apenas um mês, a alíquota de IR é de 22,5%. Neste caso, apenas alguns fundos com taxa de administração igual ou abaixo de 0,5% (4 de 7) conseguiram ganhar da poupança no mês de junho de 2012, conforme ilustra o quadro 2. Vale lembrar  que estamos falando do investidor que aplicou por exatamente um mês. Um investidor que tenha resgatado recursos antes da data de aniversário não faz jus aos juros entre a última data de aniversário e a data de resgate. Isto faz com que um investimento de, por exemplo, 45 dias requeira uma análise diferente.

Já na comparação com o CDI (quadro 3), apenas 2 de 7 fundos com taxa de administração igual ou inferior a 0,5% foram melhores.

Para completar, havia 10 fundos de curto prazo disponíveis para aplicação inicial nos seis grandes bancos. Nenhum deles obteve rendimento superior à poupança ajustada pelo IR e muito menos, ao CDI. Ao contrário dos fundos DI, os fundos de curto prazo ainda apresentam altas taxas de administração em sua maioria: 4 dos 10 fundos da amostra têm taxa de administração entre 2,5% a 3,0% ao ano (quadro 4).

 

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