Comprar um imóvel é sempre uma decisão difícil, seja pelo valor que deverá ser desembolsado (geralmente bem alto), seja pelas inúmeras variáveis que devem ser levadas em consideração: localização, forma de financiamento, casa ou apartamento, imóvel pronto ou na planta, etc. Face a tudo isso, será que você está pronto para tomar esta decisão?

A crise pela qual passamos na economia nacional fez com que os preços dos imóveis caíssem de uma forma consistente. E assim a tentação de comprar um imóvel aumenta.

Se você ainda está na dúvida, aqui vão alguns aspectos a analisar.

1. Qual o seu momento de vida atual?

O ideal é só se comprometer com a compra de um imóvel se você planeja ficar na mesma cidade e região por pelo menos 3 a 4 anos. Se existe a possibilidade de mudança no curto prazo, seja por causa do trabalho, da família ou por outra razão qualquer, talvez seja melhor alugar em vez de adquirir.

O investimento será menor e você terá muito mais flexibilidade e agilidade para mudar de local caso seja necessário.

2. Apartamento ou Casa?

Quem viveu a vida inteira em uma casa, tende a demorar mais para se acostumar a viver em prédios, onde os vizinhos são mais numerosos e a privacidade parece ser menor.

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Mas independentemente da preferência, é importante lembrar de alguns detalhes do ponto de vista financeiro:

– A casa tem a vantagem de não ter a despesa de condomínio, que pode ser bem alta e relevante. Por outro lado, no longo prazo a manutenção de uma casa pode ser mais custosa que a de um apartamento, onde despesas deste tipo são divididas.

– Há uma tendência do apartamento ser mais seguro que a casa. É claro que isso depende muito do tipo de casa, já que condomínios podem oferecer uma melhor segurança.

3. Como você irá pagar o imóvel?

Como há várias alternativas válidas para realizar este pagamento, o importante aqui é buscar a maneira onde você tenha o menor custo financeiro. Aqui vão algumas dicas:

– Se você tiver dinheiro para pagar à vista, esta pode ser uma boa opção para não carregar nenhum endividamento para o futuro. Mas analise também os juros que seriam cobrados em algum tipo de financiamento: pode valer a pena parcelar uma parte do pagamento, o que irá permitir que você mantenha uma reserva de dinheiro para imprevistos.

– Usar o FGTS também pode ser algo interessante, já que este valor rende muito pouco e só pode ser sacado em circunstâncias especiais.

– Se a alternativa for financiar, pesquise muito os juros cobrados e as condições oferecidas. E não se iluda: devido aos altos valores financiados e o prazo normalmente longo, qualquer 0,5% de diferença nos juros tem um impacto imenso no valor final do imóvel.

4. Você precisa realmente comprar um imóvel?

Sempre mantenha na mente esta pergunta. E mesmo depois de tudo planejado, pense sobre isso uma última vez antes de fechar o negócio.

Muita gente ainda carrega a imagem de que a compra do imóvel é um marco significativo rumo à emancipação econômica. O imóvel próprio, além de representar um ‘porto seguro’, é uma espécie de símbolo de status em nossa sociedade.

Por isso, tenha a certeza de que está tomando uma decisão baseado em fatos racionais … e não puramente emocionais!