Inércia pode ser definida como a tendência de não fazer nada ou permanecer no mesmo estado atual, sem mudanças. Mas como ela pode estar prejudicando as suas Finanças Pessoais?

A inércia não é algo necessariamente ruim para a sua vida financeira. Por exemplo, uma das estratégias utilizadas nos investimentos de renda variável é comprar e manter por um bom tempo as ações de companhias sólidas e em crescimento.

É claro que é preciso reavaliar de tempos em tempos a estratégia adotada, mas você parte da premissa que está adotando uma visão de longo prazo e não ficará checando o valor das ações a cada 4 horas.

Mas há vários outros cenários onde manter a inércia irá criar mais problemas do que soluções para o seu bolso.

Como acabar com a Inércia?

O primeiro passo é deixar de lado o pensamento de que “fazer algo” irá causar muito trabalho e preocupação adicionais. Ou seja, é preciso acabar com a preguiça.

Lembre-se sempre do outro lado: o fato de não fazer nada provavelmente irá lhe causar mais trabalho e problemas no futuro. Por isso, é preciso agir já.

Vamos ver alguns exemplos onde a inércia irá causar um impacto negativa em suas finanças pessoais.

1. Demorar muito para investir.

Você já ficou com algum dinheiro sobrando em sua conta e acabou postergando o investimento deste valor?

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Tem muita gente que faz isso. Alguns consideram que o valor é muito pequeno e que não vai render nada. Outros não tem certeza onde investir e acabam sem tempo ou com receio de investir em algo que irá causar a perda do dinheiro aplicado.

E ainda tem os que ficam esperando o melhor momento do mercado para entrar em alguma aplicação: esperando o dólar cair ou os juros subirem. Mas continuam com o dinheiro parado lá por um bom tempo.

Não estamos incentivando o investimento sem pesquisa ou análise, pois em alguns casos o risco pode realmente ser alto.

Mas na dúvida, invista em algo conservador e que tenha liquidez, uma renda fixa por exemplo. Mas mexa-se, não deixe de aproveitar os altos juros que existem no Brasil enquanto é tempo.

2. Permanecer por um longo tempo em empregos de baixo salário.

Saber economizar é muito importante, mas ter uma boa renda é imprescindível para gerar riqueza.

Não precisa ficar “pulando” de um emprego para o outro só por causa de um salário 5% maior, isso é até prejudicial.

Mas é preciso estar sempre buscando novas oportunidades, se preparando para subir na carreira e conseguir salários melhores.

3. Adiar os Planos de Previdência.

Pode até ser que Planos de Previdência não sejam o produto financeiro ideal para a sua aposentadoria: quem é bem disciplinado, pode montar a seu próprio plano. Mas a grande maioria da população não tem este nível de disciplina e consciência.

O problema é que existem muitas alternativas de planos de previdência privada no mercado: PGBL, VGBL, tributação regressiva ou progressiva, etc..

Dá um trabalho só de tentar entender as diferenças entre todas estas opções. E com isso você vai empurrando para frente o início deste importante tipo de poupança.