Essa é uma pergunta que todos os motoristas e também aqueles que sonham em comprar seu primeiro carro deveriam fazer.

Principalmente nos dias de hoje, quando o crédito mais fácil e (“um pouco só”) mais barato permite financiar a compra do automóvel em suaves e quase” infindáveis” prestações.

Não há uma única resposta correta. Irá depender da situação e do momento de cada um. No entanto, consideramos que as pessoas deveriam pensar um pouco nos seguintes aspectos para tomar a sua decisão.

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O primeiro aspecto a ser considerado é o financeiro. Possuir um carro gera diversas despesas, dentre as quais destacamos:

  • IPVA
  • Combustível
  • Manutenção, incluindo aí troca de óleo e filtros, lavagem, substituição de peças e regulagens;
  • Estacionamento
  • Seguro

Além disto, deve-se considerar também a depreciação do carro e os juros pagos no financiamento ou os juros que deixou de ganhar caso tivesse investido o dinheiro usado na compra do bem. Em um próximo texto iremos explicar e exemplificar estes valores, mostrando o peso que eles representam no orçamento doméstico.

O segundo aspecto é o tempo. As pessoas normalmente levam em consideração apenas o tempo do trajeto e se esquecem de levar em conta o tempo que se perde para manobrar o carro na garagem ou então esperar o manobrista trazer o carro. Meu escritório anterior distava 3 quilômetros de minha casa e eu ainda tinha carro. Na hora do rush, eu gastava no mínimo 20 minutos para percorrer a distância, 5 minutos esperando o manobrista me trazer o veículo e mais três minutos para entrar na garagem e manobrar. Tempo total gasto 28 minutos, no mínimo. Algum tempo depois, percebi que o mesmo percurso a pé levava cerca de 30 minutos. O melhor de tudo é que este tempo era independente do trânsito!

O terceiro aspecto é a praticidade / conforto e que muitas vezes incorpora também a questão sentimental. Claro, a sensação de poder sentar no próprio carro e escutar as músicas de que gosta é ótima. Ainda mais no carro novo. O problema é que em cidades como São Paulo, as pessoas deixaram de escutar música e relaxar para ouvir notícias sobre o trânsito e se estressar com isso. Hoje, os paulistanos têm inclusive uma rádio cuja programação é exclusivamente formada por notícias sobre o trânsito…

O quarto aspecto é a segurança. Quem se sente seguro nos cruzamentos das grandes cidades e nos engarrafamentos, mesmo durante o dia? Quantas pessoas são ameaçadas diariamente em nossas ruas e têm suas bolsas e carteiras roubadas? Não possuo esta estatística comparativa, mas tenho a impressão de que andar a pé na rua é mais seguro do que ficar parado no trânsito…

Possuir um automóvel já foi um símbolo de liberdade. Para aqueles que moram nas grandes metrópoles congestionadas virou uma prisão ou, no mínimo, um motivo a mais de stress.