Ranking de investimentos de janeiro de 2026

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Você chegou ao fim.

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Fonte: Shutterstock/Jo Panuwat D

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Janeiro começou de forma intensa, marcado por eventos geopolíticos de repercussão global. Forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que alterou o cenário recente da política latino-americana, com a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, movimento que repercutiu nos mercados. 
 
No campo monetário, Brasil e Estados Unidos mantiveram suas taxas de juros inalteradas. No Brasil, a Selic permaneceu em 15,00%, enquanto nos EUA os juros ficaram no intervalo entre 3,50% e 3,75%, decisões alinhadas às expectativas do mercado. Com os juros americanos em um platô e a perspectiva de cortes à frente, o capital global passou a buscar maiores retornos. A América Latina, especialmente o Brasil, tornou-se um dos principais destinos desse fluxo. 
 
No cenário internacional, a Groenlândia voltou ao centro da disputa geopolítica após declarações de Donald Trump, que retomou a defesa da ideia de compra do território estratégico no Ártico, reacendendo tensões envolvendo soberania, recursos minerais e influência global. 

Maiores rentabilidades 

MSCI Brasil (+18,22%) 

O MSCI Brasil liderou os ganhos do mês, impulsionado pelo desempenho de grandes companhias da carteira. O Nubank (ROXO34), que representa 12,85% do índice, avançou após receber aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos EUA para estruturar um banco nacional no país, marcando um passo relevante em sua estratégia de expansão internacional. 
 
A Vale (VALE3), com peso de 10,80%, também contribuiu para o avanço após registrar produção de 336,1 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, alta de 2,6% em relação a 2024, superando a produção da Rio Tinto em Pilbara pela primeira vez desde 2018. Já as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram com a valorização do petróleo, que atingiu máxima em quatro meses diante do aumento do risco geopolítico no Oriente Médio. 

IBRX-100 (+13,16%) 

 O IBRX 100 apresentou forte valorização em janeiro, refletindo o bom desempenho das ações de maior liquidez da B3. A Vale, com participação de 12,99%, teve papel central após divulgar dados positivos de produção. A Petrobras, com peso relevante no índice, também se beneficiou da alta do petróleo. 

 O Banco Bradesco (BBDC4), com participação de 3,88%, avançou após anunciar uma reestruturação estratégica baseada em diagnóstico conduzido pela consultoria McKinsey, com foco em digitalização, eficiência de custos e no segmento de alta renda. Já a Axia Energia (AXIA3), com peso de 3,84%, registrou altas expressivas após recomendações positivas de grandes bancos e ajustes em sua política de dividendos. 

Ibovespa (+13,09%) 

 Janeiro de 2026 tem sido um mês marcante para o Ibovespa, que renovou máximas e caminha para o melhor desempenho mensal desde 2020. O principal motor do movimento foi a forte entrada de capital estrangeiro. Tensões geopolíticas e comerciais envolvendo os Estados Unidos estimularam a redução de exposição a ativos americanos e o redirecionamento de recursos para mercados como o Brasil. 

 No ambiente doméstico, a política monetária reforçou o movimento. Mesmo com a Selic elevada, a sinalização de cortes futuros levou o mercado a antecipar um cenário de crédito mais barato e maior crescimento de lucros. O desempenho também foi sustentado pela valorização do real e por dados de inflação abaixo do esperado. 

B3 BR+ (+11,87%) 

 O índice B3 BR+ registrou valorização expressiva, refletindo o otimismo generalizado com o mercado acionário brasileiro. A alta foi impulsionada principalmente pelo ingresso de capital estrangeiro, que encontrou no Brasil uma oportunidade atrativa diante do cenário global. 

 A valorização das commodities e a expectativa de atividade econômica resiliente também contribuíram para o desempenho. Mesmo com juros ainda elevados, o mercado passou a precificar cortes futuros, favorecendo ações mais sensíveis ao ciclo econômico presentes no índice. 

IDIV (+11,48%) 

 O Índice Dividendos avançou em janeiro em meio à expectativa pelos resultados do quarto trimestre e por um ambiente de busca por ativos geradores de renda. Com a Selic ainda elevada e incertezas sobre o início do ciclo de cortes, investidores buscaram ações com distribuição recorrente de dividendos. 

 O forte fluxo de capital estrangeiro, aliado à perspectiva de queda dos juros à frente, aumentou a atratividade das empresas do índice, vistas como uma alternativa mais defensiva dentro da renda variável, com fluxo de caixa previsível e retornos consistentes. 

Menores rentabilidades 

Ethereum (-11,93%) 

 O Ethereum recuou em janeiro em meio ao aumento da aversão ao risco. O mercado reagiu à movimentação de um grande volume da criptomoeda, mantido inativo por mais de nove anos, o que elevou o temor de realização de lucros. A perda do suporte de US$ 3.000 intensificou o movimento de queda, em um contexto de migração de recursos para ativos considerados mais seguros, como metais. 

 A manutenção dos juros pelo Federal Reserve e o agravamento das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo o Irã, reforçaram o ambiente de cautela. 

Bitcoin (-8,58%) 

O Bitcoin acompanhou o movimento de queda das criptomoedas em um início de ano marcado pela aversão ao risco. A captura de Nicolás Maduro, no início de janeiro, elevou a volatilidade dos mercados globais, frustrando expectativas de um ano mais favorável às criptos sob uma administração americana vista como mais amigável ao setor. 

 As tensões entre Estados Unidos e Europa, somadas a novas ameaças tarifárias relacionadas à Groenlândia, ampliaram a cautela dos investidores. Apesar da manutenção dos juros americanos, o tom mais conservador do Fed também pesou sobre os ativos de risco. 

Dólar Ptax (-5,62%) 

 O dólar Ptax registrou forte desvalorização frente ao real em janeiro. O movimento refletiu o intenso fluxo de capital para mercados emergentes, favorecendo moedas locais. Analistas destacam um cenário atípico de dólar mais fraco de forma generalizada, com o real entre as moedas com melhor desempenho global. 

 A retórica de Donald Trump sobre a Groenlândia e seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos reforçaram a estratégia de redução da exposição a ativos americanos. 

Euro (-4,68%) 

 O euro se desvalorizou frente ao real ao longo de janeiro. O movimento foi explicado pela força da moeda brasileira, impulsionada pelo forte ingresso de capital estrangeiro. No cenário externo, o crescimento modesto da economia europeia e as incertezas comerciais com os Estados Unidos contribuíram para a fraqueza relativa da moeda comum. 
 
Em resumo, janeiro de 2026 destacou-se pelo fluxo robusto de capital estrangeiro e forte valorização dos ativos brasileiros, sustentados por expectativas de flexibilização monetária e maior apetite por risco nos mercados emergentes. Em sentido oposto, ativos atrelados ao dólar e criptomoedas registraram desempenho negativo, pressionados pela valorização do real e pelo aumento da cautela no cenário global. 

BDRX (-4,22%) 

 O BDRX recuou em janeiro, impactado principalmente pela valorização do real frente ao dólar. Como os BDRs representam ativos estrangeiros precificados em moeda local, a apreciação cambial reduziu seus preços em reais. 


Em resumo, janeiro de 2026 destacou-se pelo fluxo robusto de capital estrangeiro e forte valorização dos ativos brasileiros, sustentados por expectativas de flexibilização monetária e maior apetite por risco nos mercados emergentes. Em sentido oposto, ativos atrelados ao dólar e criptomoedas registraram desempenho negativo, pressionados pela valorização do real e pelo aumento da cautela no cenário global.

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