Ibovespa inicia 2026 em ritmo histórico e alcança 3ª maior sequência desde o Plano Real

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Foto: Shutterstock/NikoNomad

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O Ibovespa começou 2026 em um ritmo histórico e intenso para o mercado brasileiro. Depois de encerrar 2025 com o maior avanço anual desde 2016 e sucessivos recordes ao longo do ano, o principal índice da B3 entrou no novo ciclo renovando máximas em oito pregões apenas em janeiro e alcançando a terceira maior sequência de altas desde o Plano Real, considerando ciclos de pelo menos seis meses consecutivos de valorização. É um movimento que coloca o Ibovespa entre os períodos mais marcantes da história da bolsa brasileira.

Com alta de 12,56%, janeiro de 2026 foi o melhor mês de janeiro em duas décadas e o melhor desempenho mensal do índice desde novembro de 2020. O período também marcou o sexto mês consecutivo de ganhos, acumulando valorização de 36,29% desde agosto de 2025, o que consolida a atual trajetória como a terceira maior sequência de altas do índice desde o Plano Real. À frente ficam apenas dois ciclos emblemáticos: o rali de abril de 1996 a julho de 1997, com impressionantes 159,79% em 16 meses consecutivos de valorização, e o ciclo de julho a dezembro de 2003, quando a bolsa avançou 71,42% em seis meses. Estar logo atrás desses episódios reforça o peso histórico do momento atual.

Esse desempenho é fruto da convergência de fatores econômicos e financeiros que passaram a atuar na mesma direção. O principal vetor do movimento tem sido a entrada expressiva de capital estrangeiro. Até 28 de janeiro, o saldo positivo de investidores externos na B3 somava R$ 23,22 bilhões, valor próximo de todo o fluxo registrado no ano de 2025, em meio a uma rotação global de portfólios que favorece mercados emergentes. A intensificação das tensões geopolíticas e comerciais envolvendo os Estados Unidos estimulou a redução de posições em ativos americanos e o redirecionamento de recursos para países como o Brasil, vistos como relativamente menos expostos a esses riscos. O Brasil despontou como destino potencial, com uma bolsa líquida e ainda negociando a múltiplos considerados atraentes em comparação a países desenvolvidos. 

No ambiente doméstico, a política monetária reforça essa narrativa. Mesmo com a Selic elevada, a sinalização de cortes nos próximos trimestres altera a lógica de alocação e faz o mercado antecipar um cenário de crédito mais barato e maior crescimento de lucros. O calendário eleitoral de 2026 também entra no radar dos investidores, e a incerteza inerente ao processo tende a adicionar volatilidade ao longo do ano, mantendo a atenção voltada para sinais de compromisso com responsabilidade fiscal e estabilidade institucional.

Indicadores de inflação mais comportados e o bom desempenho de empresas ligadas a commodities, que possuem grande peso na composição do índice, completam o quadro. Ainda que a volatilidade e os riscos políticos permaneçam no horizonte, os vetores atuais indicam que não se trata apenas de um rali pontual. A sequência de altas simboliza um período em que fluxo, fundamentos e expectativas caminham juntos, elevando o Ibovespa a um dos capítulos mais relevantes de sua história recente.

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