Tensão entre Trump e Fed pesa no Ibovespa, apesar de inflação mais benigna nos EUA

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Tensão entre Trump e Fed pesa no Ibovespa, apesar de inflação mais benigna nos EUA

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Foto: Shutterstock/Bigc Studio

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O Ibovespa encerrou a terça-feira (13) em queda de 0,72%, aos 161.973 pontos, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco nos mercados globais. O movimento ocorreu apesar da divulgação de dados de inflação mais benignos nos Estados Unidos, que reforçaram a percepção de desinflação gradual e mantêm no radar a possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve ao longo de 2026. Ainda assim, o cenário político-institucional americano voltou a dominar as atenções, com a intensificação das pressões do presidente Donald Trump sobre o Fed e seu presidente, Jerome Powell, elevando a incerteza e limitando o apetite por ativos de risco.

No exterior, as bolsas de Nova York também operaram no campo negativo, com o embate entre a Casa Branca e o banco central americano ofuscando o impacto positivo do CPI de dezembro. O índice cheio subiu 0,3% no mês e 2,7% em 12 meses, em linha com as expectativas. A leitura do mercado é de que a inflação segue em trajetória de convergência, porém lenta, especialmente devido à resiliência dos preços de serviços e habitação, o que mantém o debate sobre o timing e a intensidade dos cortes de juros.

Outro fator relevante no pregão foi a forte alta do petróleo, a commodity avançou diante do aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, após Trump ameaçar impor tarifas a países que mantenham relações comerciais com Teerã. O risco de interrupções na oferta global elevou os preços e deu sustentação às ações do setor. No Brasil, esse movimento foi determinante para limitar perdas mais acentuadas do Ibovespa, com a Petrobras (PETR4) registrando alta de 2,57%. A Vale (VALE3) também contribuiu para conter o recuo do índice, avançando 0,82%, em um dia marcado pela notícia de aumento de participação da Capital World Investors no capital da companhia.

No cenário doméstico, os investidores acompanharam com atenção a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, que mostrou recuo de 0,1% em novembro, a primeira queda após nove meses consecutivos de alta. O dado reacendeu o debate sobre a possibilidade de cortes na Selic mais à frente, ao sinalizar perda gradual de dinamismo da atividade. Apesar disso, economistas avaliam que o setor segue robusto na comparação anual e ainda pressionado do ponto de vista inflacionário. Com isso a leitura predominante é de que o início do ciclo de flexibilização monetária deve ocorrer apenas em março.

Entre os destaques negativos do pregão, as ações da Hapvida (HAPV3) recuaram 8,39%, refletindo a reação do mercado a mais uma mudança em sua cúpula executiva. O retorno de Alain Benevenuti à vice-presidência comercial reforçou a percepção de instabilidade na gestão, em um momento em que a companhia enfrenta desafios operacionais relevantes, como perda de beneficiários, pressão sobre margens e elevado índice de sinistralidade. Apesar de algumas casas enxergarem potencial de recuperação no médio e longo prazo, o curto prazo segue marcado por cautela, diante das incertezas sobre execução e governança.

Outros papéis também apresentaram desempenho fraco, com destaque para Yduqs (YDUQ3) e Vivo (VIVT3), que recuaram 4,75% e 3,23%, respectivamente. O movimento refletiu principalmente ajustes técnicos após eventos recentes e uma leitura mais cautelosa do mercado em relação às expectativas de resultados, em um ambiente de maior seletividade e aversão ao risco.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Petrobras (PETR3): +3,41%

• Petrobras (PETR4): +2,57%

• Gerdau (GGBR4): +1,93%

• Gerdau Metalúrgica (GOAU4): +1,83%

• CSN (CSNA3): +1,31%


Baixas

• Hapvida (HAPV3): -8,39%

• Yduqs (YDUQ3): -4,75%

• Vivara (VIVA3): -4,59%

• Magalu (MGLU3): -4,43%

• Rumo (RAIL3): -3,90%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (13/01):

• Segunda-Feira (12): -0,13%

• Terça-Feira (13): -0,72%

• Na semana: -0,86%

• Em janeiro: +0,53%

• No 1°tri./26: +0,53%

• Em 12 meses: +36,10%

• Em 2026: +0,53%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -0,80%

• Nasdaq: -0,10%

• S&P 500: -0,19%


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