Ibovespa sobe com alívio do petróleo e foco na guerra no Oriente Médio

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Ibovespa sobe com alívio do petróleo e foco na guerra no Oriente Médio

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Foto: Shutterstock/saicle

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O Ibovespa encerrou a terça-feira (10) em alta de 1,40%, aos 183.447 pontos, em um pregão guiado principalmente pelo cenário externo e pela reprecificação dos ativos globais diante dos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã. O avanço do índice foi sustentado pelo alívio nos preços do petróleo e pela melhora temporária na percepção de risco internacional, embora os mercados sigam altamente sensíveis às notícias geopolíticas.

O conflito começou a gerar impactos diretos na economia americana, especialmente por meio da alta dos combustíveis. Desde o início da guerra, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos subiu, alcançando US$ 3,48 por galão, pressionando o debate político em Washington. O presidente Donald Trump classificou o movimento como temporário, mas analistas destacam que o aumento já elevou em cerca de US$ 200 milhões por dia os gastos dos consumidores com gasolina, tornando o tema um fator relevante para o humor econômico e eleitoral.

Apesar das tensões, declarações indicando uma possível desescalada do conflito provocaram forte correção no petróleo, com o Brent recuando para cerca de US$ 90 por barril. O movimento reduziu momentaneamente os temores inflacionários globais e abriu espaço para queda dos juros futuros, favorecendo ativos mais sensíveis ao ciclo econômico.

Na B3, empresas ligadas ao consumo lideraram os ganhos com a melhora das expectativas para juros. As ações da Magazine Luiza (MGLU3) subiram 6,51%, Azzas (AZZA3) avançou 6,42%, C&A Modas (CEAB3) ganhou 5,90% e Lojas Renner (LREN3) valorizou 4,46%. Em sentido oposto, o setor petrolífero recuou acompanhando a queda da commodity, com Petrobras (PETR4) caindo 0,53% e Prio (PRIO3) recuando 1,34%.

Ainda assim, estrategistas alertam que o mercado pode estar otimista demais quanto a uma solução rápida para a guerra. Relatório de analistas destacam que a normalização do fluxo global de petróleo depende da segurança da navegação no Estreito de Ormuz e de avanços diplomáticos ainda incertos. Caso o petróleo permaneça elevado por mais tempo, o choque pode pressionar inflação, crescimento e política monetária global.

No Brasil, essa incerteza continua influenciando as expectativas para juros, já que a trajetória do petróleo segue sendo variável-chave para as projeções inflacionárias e para o ritmo de flexibilização monetária.

No noticiário corporativo, o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) anunciou pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas financeiras, movimento já esperado pelo mercado diante do elevado endividamento e do capital de giro negativo da companhia. A medida busca alongar prazos e aliviar a pressão de curto prazo sobre o caixa, sem afetar fornecedores, funcionários ou a operação das lojas.

Analistas avaliam que a iniciativa reduz o risco imediato de liquidez, mas não resolve os desafios estruturais do grupo, mantendo elevada a incerteza sobre o papel. As ações do GPA (PCAR3) encerraram em queda de 2,93%, refletindo a volatilidade e a cautela dos investidores quanto à execução do plano de reestruturação.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Rumo (RAIL3): +6,96%

• Magalu (MGLU3): +6,51%

• Cosan (CSAN3): +6,45%

• Azzas (AZZA3): +6,42%

• C&A Modas (CEAB3): +5,90%


Baixas

• Raízen (RAIZ4): -5,46%

• Braskem (BRKM5): -4,47%

• Direcional (DIRR3): -3,84%

• Pão de Açúcar (PCAR3): -2,93%

• Marfrig (MBRF3): -2,61%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (10/03):

• Segunda-Feira (09): +0,86%

• Terça-Feira (10): +1,40%

• Na semana: +2,28%

• Em março: -2,83%

• No 1°tri./26: +13,85%

• Em 12 meses: +46,72%

• Em 2026: +13,85%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: -0,07%

• Nasdaq: +0,01%

• S&P 500: -0,21%


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