Ibovespa recua sob pressão da Vale, Super Quarta e deterioração do cenário externo

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Ibovespa recua sob pressão da Vale, Super Quarta e deterioração do cenário externo

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Foto: Fonte: Shutterstock/KeyFame

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O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (29) em forte queda de 2,05%, aos 184.750 pontos. O desempenho do principal índice da bolsa brasileira refletiu o ambiente de aversão ao risco em uma sessão de “Superquarta”, marcada pela ansiedade em torno das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Além do cenário monetário, o mercado reagiu ao avanço expressivo das cotações do petróleo, que pressiona as expectativas de inflação global.

No cenário macroeconômico e geopolítico, as atenções voltaram-se para o Federal Reserve (Fed), que decidiu manter a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. Em comunicado, a autoridade norte-americana destacou que a inflação permanece elevada, impulsionada pelos custos de energia e pelas incertezas da guerra no Oriente Médio. Domesticamente, os investidores operaram sob a expectativa de que o Copom confirme, ainda hoje, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, reduzindo a taxa para 14,5%. 

O setor de mineração e siderurgia exerceu a principal pressão negativa sobre o índice. A Vale (VALE3) recuou -5,87% após reportar seu balanço do primeiro trimestre; embora o lucro tenha crescido, os custos operacionais acima do esperado decepcionaram o mercado. O setor acompanhou a baixa, com a CSN (CSNA3) cedendo -4,05%. Na contramão, o setor de petróleo e energia operou na ponta positiva, beneficiado pela escalada da commodity no exterior. A Petrobras registrou ganhos de 3,16% em suas ações ordinárias (PETR3) e 3,03% nas preferenciais (PETR4), enquanto a Prio (PRIO3) avançou 3,08%.

No setor bancário, o recuo foi generalizado e acentuado, repercutindo a deterioração do sentimento após os números de inadimplência apresentados no balanço do Santander. O Banco do Brasil (BBAS3) cedeu -3,68%, o Itaú Unibanco (ITUB4) recuou -2,79%, o Santander (SANB11) caiu -2,65% e o Bradesco (BBDC4) encerrou com baixa de -2,35%. No campo das maiores altas, a Braskem (BRKM5) liderou os ganhos com valorização de 5,55%, seguida pela Hypera (HYPE3), que subiu 3,27% após reportar vendas acima das expectativas.

Por fim, o movimento de retração foi abrangente em toda a carteira. O setor industrial liderou as perdas com a WEG (WEGE3), que despencou -6,75% após divulgar queda no lucro trimestral. O setor de varejo e educação também sofreu perdas significativas, com recuos de -5,39% para o Magazine Luiza (MGLU3) e -5,19% para a Cogna (COGN3).

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Braskem (BRKM5): +5,55%

• Hypera (HYPE3): +3,27%

• Petrobras (PETR3): +3,16%

• Prio (PRIO3): +3,08%

• Petrobras (PETR4): +3,03%


Baixas

• Weg (WEGE3): -6,75%

• Vale (VALE3): -5,87%

• Magalu (MGLU3): -5,39%

• Cogna (COGN3): -5,19%

• Bradespar (BRAP4): -4,64%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (29/04):

• Segunda-Feira (27): -0,61%

• Terça-Feira (28): -0,51%

• Quarta-Feira (29): -2,05%

• Na semana: -3,14%

• Em abril: -1,45%

• No 2°tri./26: -1,45%

• Em 12 meses: +36,76%

• Em 2026: +14,66%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: -0,57%

• Nasdaq: +0,04%

• S&P 500: -0,04%



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