Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

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Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

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Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro

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A semana de 1º a 7 de fevereiro foi marcada por uma série de eventos que influenciaram os mercados financeiros, tanto no cenário internacional quanto doméstico. Nos Estados Unidos, o governo federal entrou em paralisação parcial no sábado (31), apenas três meses após o encerramento do mais longo shutdown da história do país, ocorrido entre outubro e novembro do ano passado. A situação foi revertida na terça-feira (3), quando a Câmara dos Representantes aprovou projetos orçamentários pendentes, encerrando o segundo shutdown do atual governo de Donald Trump. Em função da paralisação, alguns indicadores econômicos tiveram sua divulgação adiada. 

Ainda no ambiente externo, o emprego no setor privado norte-americano apresentou desaceleração em janeiro, com a criação de 22 mil vagas, segundo dados divulgados na semana. O resultado ficou bem abaixo das expectativas do mercado, que projetava cerca de 46 mil novos postos de trabalho no período. 

 No cenário doméstico, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,34 bilhões em janeiro de 2026, sustentado por uma forte retração das importações, que mais do que compensou a leve queda das exportações. Apesar do resultado positivo, o saldo ficou abaixo da projeção do mercado, que estimava superávit de US$ 4,90 bilhões no mês. 

Altas:  

Entre os destaques positivos, as ações da Direcional (DIRR3) avançaram 13,33%, impulsionadas pela expectativa de um ambiente mais favorável com a perspectiva de queda da Selic. Analistas apontam um ciclo de crescimento sustentável de lucros nos próximos trimestres, o que deve sustentar o desempenho dos papéis, mesmo após a construtora divulgar vendas líquidas de R$ 5,16 bilhões, abaixo do esperado, refletindo desaceleração no programa Minha Casa, Minha Vida, com lançamentos concentrados em dezembro. 

Já a Cury Construtora (CURY3) teve valorização de 12,86%, após aprovar a distribuição de R$ 140 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,4544752263 por ação, reforçando sua política de remuneração aos acionistas e sinalizando confiança na solidez financeira da companhia. 

 A Vamos (VAMO3) subiu 11,78% na semana, após o anúncio de uma parceria com a Tupy (TUPY3) para a produção de caminhões e ônibus movidos a biometano e gás natural. Segundo a Tupy, o primeiro projeto envolve 100 caminhões, com entregas a partir deste ano, destinados à coleta de resíduos urbanos no Rio de Janeiro. 

MRV (MRVE3) registrou alta de 10,78% na semana. A valorização veio após a companhia concluir a venda de terrenos nos Estados Unidos, pelo valor de US$ 18,3 milhões (R$ 97 milhões), além da melhora na percepção do mercado após o JPMorgan elevar a recomendação da ação para compra no setor de construção. 

 As ações da Vibra (VBB3) avançaram 10,43%, após o Goldman Sachs elevar a recomendação de neutra para compra. Segundo o banco, a empresa está bem posicionada para capturar a melhora do setor por seu perfil pure play em distribuição de combustíveis, além de ser uma das principais beneficiárias de um eventual ciclo de queda da Selic. 

Baixas: 

No campo negativo, a Raízen (RAIZ4) recuou 18,45%, pressionada por notícias envolvendo o alto nível de endividamento da companhia. Reportagem da Bloomberg indicou preocupações do mercado com a possibilidade de que seus principais acionistas, Cosan e Shell, não cubram um déficit próximo de US$ 4 bilhões. Entre os cenários discutidos estariam reestruturação da dívida, cisão de ativos, oferta de ações e injeção de capital, embora nenhuma decisão tenha sido tomada até o momento. 

Cogna (COGN3) recuou 16,26%, mesmo em um ambiente considerado construtivo para a companhia. Recentemente, executivos da empresa se reuniram com analistas do Goldman Sachs para discutir perspectivas de captação de alunos, expansão em cursos de medicina e estratégias de longo prazo, incluindo alocação de capital. 

 A Totvs (TOTS3) caiu 15,03%, acompanhando o movimento negativo do setor de software nos Estados Unidos. O índice de software e serviços acumula queda superior a 13% em seis sessões consecutivas, refletindo preocupações com os impactos dos avanços da inteligência artificial sobre os modelos tradicionais de negócios. 

Por fim, a Hapvida (HAPV3) encerrou a semana com baixa de 9,46%, após informar a devolução do imóvel onde funcionava o Hospital Nova Serrana, em Minas Gerais, mediante recebimento de cerca de R$ 41,2 milhões. A companhia destacou que a operação não afetará o atendimento na região, uma vez que a unidade estava desativada desde setembro de 2025. 
 
A semana foi marcada por maior cautela nos mercados, diante de incertezas no cenário internacional e da divulgação de dados econômicos fracos nos Estados Unidos. No Brasil, o superávit da balança comercial permaneceu positivo, mas abaixo das expectativas, reforçando um ambiente de seletividade entre os investidores. Na Bolsa, fatores corporativos específicos guiaram os preços dos ativos, com valorização de papéis ligados ao ciclo de queda dos juros e pressão sobre empresas afetadas por endividamento, desempenho operacional e movimentos negativos no exterior. 


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