Ibovespa recua com pressão dos bancos e foco no cenário fiscal

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Ibovespa recua com pressão dos bancos e foco no cenário fiscal

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Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro

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O Ibovespa iniciou a sexta-feira (6) em queda de 0,15%, aos 181.846 pontos, refletindo uma combinação de fatores políticos, corporativos e externos. Os investidores acompanham de perto a divulgação do balanço macrofiscal de 2025 e as perspectivas para 2026, apresentadas pelo secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, indicado para uma diretoria do Banco Central. O tema reforça as discussões sobre a condução da política econômica e a credibilidade fiscal do governo.

No noticiário corporativo, o principal peso negativo veio do setor financeiro. As ações do Bradesco (BBDC4) recuam 4,07% após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, pressionadas pelo forte aumento das provisões para devedores duvidosos e por projeções consideradas conservadoras para 2026. Apesar do avanço do lucro, da margem financeira e da carteira de crédito, a reação do mercado foi negativa e contaminou outros bancos, como Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3), fazendo com que o setor financeiro pressionasse o índice.

Entre as blue chips, a Petrobras (PETR4) avança 0,32% após anunciar a compra de participação em um bloco exploratório offshore na Namíbia e o recebimento de recursos relacionados a pagamentos de earnout nos campos de Sépia e Atapu, beneficiados pelo patamar elevado do preço do petróleo. A Vale (VALE3) também sobe 1,09%, mesmo diante de novos desdobramentos judiciais em Minas Gerais, com investidores avaliando que os impactos financeiros permanecem administráveis no curto prazo.

No mercado de capitais, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou esperar a retomada dos IPOs no Brasil ainda este ano, após um longo período de paralisação. Segundo ele, o movimento deve ser liderado por empresas consolidadas do setor de infraestrutura, com forte participação de investidores estrangeiros. A B3 (B3SA3) também apresentou a Trillia, nova unidade voltada à inteligência de dados, reforçando sua estratégia de diversificação de receitas e expansão de negócios anticíclicos, o que impulsiona as ações em 2,71%.

Por fim, a Porto Seguro (PSSA3) chamou atenção após divulgar lucro acima das expectativas. Apesar da reação negativa inicial, causada pelo peso de efeitos não recorrentes e preocupações com a qualidade dos ativos em algumas verticais, grandes bancos mantiveram recomendações positivas para o papel, destacando valuation atrativo e perspectivas de crescimento moderado em 2026. Com isso, as ações sobem 2,63%.


Por volta das 10h35, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:


Altas

• C&A Modas (CEAB3): +3,40%

• B3 (B3SA3): +2,71%

• Porto Seguro (PSSA3): +2,63%


Baixas

• Bradesco (BBDC4): -4,07%

• Bradesco (BBDC3): -3,47%

• Santander (SANB11): -2,11%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 06/02 às 10h35

• Segunda-Feira (02): +0,79%

• Terça-Feira (03): +1,58%

• Quarta-Feira (04): -2,14%

• Quinta-Feira (05): +0,23%

• Sexta-Feira (06): -0,15%

• Na semana*: +0,27%

• Em fevereiro*: +0,27%

• No 1°tri./26*: +12,86%

• Em 12 meses*: +44,07%

• Em 2026*: +12,86%


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