Bitcoin tem pior início de ano desde 2018

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Bitcoin tem pior início de ano desde 2018

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Foto: Shutterstock/Proxima Studio

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O Bitcoin (BTC) vive em 2026 seu pior início de ano desde o ciclo de baixa de 2018. Após um janeiro marcado por liquidações intensas, a criptomoeda entrou em fevereiro ainda pressionada, sem conseguir encontrar um ponto claro de estabilização, em meio ao aumento da aversão a risco, à revisão das expectativas para a política monetária global e à saída de capital institucional.

Até o dia 5 de fevereiro, por volta das 18h00, o Bitcoin acumulava queda de 26,46% no ano, desempenho comparável apenas ao de 2018, quando o ativo recuou quase 50% no mesmo período, durante o estouro da bolha das ICOs. O resultado reforça a deterioração do sentimento em torno do mercado cripto.

Desde o pico registrado em outubro de 2025, acima de US$ 126 mil, o Bitcoin já perdeu cerca de 48% de seu valor de mercado. A intensificação das perdas ocorreu principalmente após a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, movimento que levou o mercado a revisar expectativas de liquidez e juros, penalizando ativos sensíveis ao custo de capital.

Apesar da narrativa de “ouro digital”, o Bitcoin voltou a se comportar como um ativo de risco em momentos de estresse. Enquanto o ouro acumulou forte valorização nos últimos doze meses, o BTC registra queda próxima de 33% no mesmo intervalo, ampliando a divergência entre os dois ativos. Em cenários de maior incerteza, investidores tendem a buscar proteção em ativos tradicionais, enquanto reduzem exposição a instrumentos mais líquidos, como as criptomoedas.

A pressão também é reforçada pela saída de recursos de ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos e por sinais técnicos negativos, como o rompimento do suporte de US$ 70 mil. Embora os fundamentos de longo prazo permaneçam preservados, analistas destacam que o desempenho do Bitcoin no curto prazo seguirá condicionado ao ambiente macroeconômico, especialmente à trajetória dos juros e à liquidez global.

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