(Atualizado em 11/mar/2015 com a nova nomenclatura dos títulos públicos federais). Desenvolvido em parceria com a BM&F Bovespa, o Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional que possibilita às pessoas físicas investirem em títulos públicos federais através da internet. Com uma aplicação mínima de apenas R$ 30,00, o Tesouro Direto oferece oportunidades de investimento em renda fixa para diferentes perfis de risco e diferentes objetivos.

Além disto, ainda oferece as seguintes vantagens:

- Baixo risco de crédito – pois o investidor passa a ser credor do governo federal;

- Liquidez diária – a partir de 30/mar/2015, os investidores poderão vender os títulos entre 18h e 5h do dia seguinte nos dias úteis, e a qualquer hora nos fins de semana e feriados. A venda será feita pelos últimos preços de fechamento de mercado disponíveis e o dinheiro estará disponível no dia útil subsequente;

- Baixo custo – o Tesouro Direto cobra duas taxas, independentemente do valor aplicado:

a. Taxa de custódia da BM&F Bovespa de 0,3% ao ano – que serve para cobrir os custos dos serviços de custódia (guarda) dos títulos, e de informações e movimentações de saldos;

b. Taxa das instituições financeiras – que serve para remunerar os serviços prestados pelos bancos ou corretoras. Esta taxa varia de 0% a 2% ao ano e pode-se pesquisar as taxas cobradas no site do Tesouro Nacional.

 

Tesouro Direto - nova nomenclatura

Tesouro Direto – nova nomenclatura

 

Nova nomenclatura dos títulos públicos

Com o intuito de facilitar o investimento em títulos públicos federais, principalmente pelos iniciantes, o Tesouro Nacional decidiu adotar uma nova nomenclatura a partir de 9/mar/2015. Veja na tabela abaixo os novos nomes, além dos vencimentos disponíveis para compra.

 

Tesouro Direto - nova nomenclatura dos títulos públicos federais

Tesouro Direto – nova nomenclatura dos títulos públicos federais

 

Em qual título investir?

Uma das dúvidas mais comuns que surge ao começar a investir em títulos públicos federais através do Tesouro Direto é saber qual título e qual vencimento é o mais adequado. A escolha do título depende de algumas variáveis, a saber:

Recebimento de juros semestrais

Alguns dos títulos encontrados no Tesouro Direto pagam juros semestrais, como é o caso do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F). Estes títulos só são interessantes para quem precisa contar com o recebimento dos juros ao longo do tempo e não apenas no vencimento. A grande desvantagem destes papéis é que há a cobrança de imposto de renda sobre estes pagamentos de juros e a alíquota incidente varia de 15 a 22,5% (a mesma de outros investimentos de renda fixa). Assim, se você investir hoje em um destes títulos, já receberá os juros do primeiro pagamento descontados do imposto de renda de 22,5%, mesmo que reinvista o valor recebido. Se a ideia é a de resgatar o investimento apenas no vencimento, fuja destes títulos.

 

Perfil de risco

Para quem tem perfil de risco mais conservador, o Tesouro Selic (LFT) é o título mais adequado, por apresentar menor volatilidade, o que significa que a sua rentabilidade apresenta menor variação ao longo do tempo. Já para quem quer se arriscar mais, especular, a escolha deverá recair sobre o Tesouro IPCA+ ou o Tesouro Prefixado, a depender da oportunidade. Quanto mais longo for o vencimento, mais arriscado será o título, lembrando que estamos falando de alguém que não pensa em ficar com o papel até o vencimento.

No gráfico abaixo, exibimos os retornos mensais de diferentes títulos. Observe que o Tesouro Selic (LFT) é o que apresenta menores variações em sua rentabilidade. Já o Tesouro IPCA+ 2019 é o que acaba apresentando maior variabilidade em sua rentabilidade ao longo dos meses. Obviamente, o Tesouro IPCA+ 2024 e o 2035 teriam variações ainda maiores.

 

Tesouro Direto - rentabilidade mensal fev-15

Tesouro Direto – rentabilidade mensal fev-15

 

Prazo de investimento

Como há poucas opções de vencimento no Tesouro Direto, aqueles de perfil conservador podem aplicar no Tesouro Selic com vencimento imediatamente posterior ao prazo desejado e revendê-lo na data desejada. Para quem pensa em investir além de 2021 (o Tesouro Selic mais longo em disponibilidade vence em 01/mar/2021), será preciso vender o título e comprar outro de vencimento posterior quando estiver disponível.
Já para aqueles que estão pensando no longo prazo (para a sua aposentadoria, por exemplo), o Tesouro IPCA+ é um título bastante interessante, pois oferece, além da correção da inflação medida pelo IPCA, juros prefixados, o que garante ao investidor um ganho certo acima da inflação. Vale destacar que esta afirmativa é válida apenas se o título for resgatado em seu vencimento. A melhor estratégia aqui é aplicar em papéis com vencimento imediatamente anterior à data da aposentadoria. Após o resgate e para não ter sobressaltos nesta etapa da vida, o melhor é investir em títulos de renda fixa mais conservadores (indexados à Selic ou ao CDI) e com liquidez.

 

Objetivo

Se o objetivo é ter recursos para uma emergência, o melhor a fazer é investir no Tesouro Selic, justamente por apresentar menor variação de rentabilidade, minimizando o risco de perda caso precise resgatar o título antes de seu vencimento. Já para quem quer investir para a aposentadoria e não quer se arriscar a ter o dinheiro corroído pela inflação, o Tesouro IPCA+ pode ser a melhor opção. O problema, neste caso, é precisar utilizar o recurso antes do prazo previsto, o que implica em precisar vender os títulos antes do vencimento com o risco de amargar prejuízo. Sendo assim, é muito importante que o investidor defina bem qual a parcela de seus recursos se destina a cada objetivo, para que possa optar pelo título mais adequado a cada caso.

 

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