Em 15/01/2014, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic de 10% para 10,5% ao ano. Veja como devem ficar as rentabilidades dos investimentos.

A taxa Selic afeta a rentabilidade de diversos investimentos, principalmente aqueles pós-fixados à taxa CDI, como LCIs, LCAs, CDBs-DI e fundos DI, além da poupança, entre outros. O gráfico e a tabela abaixo mostram a evolução desta taxa desde o ano de 2011 (início do governo Dilma):

Taxa Selic

Evolução da taxa Selic meta – 2011 a 2014

Nº reunião

Data reunião

Início de vigência

Taxa (% ao ano)

 180ª

15-jan-14

16-jan-14

10,50

 179ª

27-nov-13

28-nov-13

10,00

 178ª

09-out-13

10-out-13

9,50

177ª

28-ago-13

29-ago-13

9,00

 176ª

10-jul-13

11-jul-13

8,50

 175ª

29-mai-13

30-mai-13

8,00

 174ª

17-abr-13

18-abr-13

7,50

 173ª

06-mar-13

07-mar-13

7,25

 172ª

16-jan-13

17-jan-13

7,25

 171ª

28-nov-12

29-nov-12

7,25

 170ª

10-out-12

11-out-12

7,25

 169ª

29-ago-12

30-ago-12

7,50

 168ª

11-jul-12

12-jul-12

8,00

 167ª

30-mai-12

31-mai-12

8,50

 166ª

18-abr-12

19-abr-12

9,00

 165ª

07-mar-12

08-mar-12

9,75

 164ª

18-jan-12

19-jan-12

10,50

 163ª

30-nov-11

01-dez-11

11,00

 162ª

19-out-11

20-out-11

11,50

 161ª

31-ago-11

01-set-11

12,00

 160ª

20-jul-11

21-jul-11

12,50

 159ª

08-jun-11

09-jun-11

12,25

 158ª

20-abr-11

21-abr-11

12,00

 157ª

02-mar-11

03-mar-11

11,75

 156ª

19-jan-11

20-jan-11

11,25

 

Para exemplificar o impacto da elevação da taxa Selic meta para 10,5% ao ano nos investimentos, montamos uma tabela com as projeções de rentabilidade para diversos produtos: poupança, LCIs e LCA, CDBs-DI e fundos DI, e diferentes prazos. Com o intuito de simplificar os cálculos e facilitar o entendimento, assumimos as seguintes hipóteses:

  1. - Taxa CDI constante de 10,27% ao ano (lembrando que a taxa CDI costuma ficar sempre um pouco abaixo da taxa Selic);
  2. - Taxa Selic (meta) constante de 10,50% ao ano;
  3. - Rendimento médio bruto (antes de descontar a taxa de administração) dos Fundos DI de 105% do CDI;
  4. - O efeito do “come-cotas” (cobrança semestral do imposto de renda) não foi considerado no cálculo dos Fundos DI;
  5. - No cálculo da TBF (utilizada para o cálculo da TR, que, por sua vez, compõe o rendimento da poupança), consideramos taxa equivalente a 100% do CDI.

Para facilitar a visualização, os valores que estão em fundo verde são aqueles que apresentam rendimento superior à poupança para o mesmo prazo de investimento. Tanto os Fundos DI quanto os CDBs mostram os rendimentos já descontados do imposto de renda, de acordo com a alíquota que aparece na segunda linha. As alíquotas, por sua vez, variam de acordo com o prazo de investimento.

Investimentos_Selic_10.5%

Algumas características importantes dos produtos apresentados:

1 – Poupança nova – refere-se aos depósitos realizados a partir do dia 04/05/2012.

– Cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira);

– Isenção de imposto de renda para pessoas físicas;

– Resgates fora da data de aniversário não pagam juros entre a última data de aniversário e a data de resgate. Repare que se você for aplicar seus recursos por 1,5 meses ao invés de 1 mês, é possível que um fundo DI com taxa de administração mais alta renda mais do que a poupança, como bem mostra a tabela acima;

– A diferença em relação à poupança antiga é que quando a taxa Selic (meta) estiver igual ou abaixo de 8,5%, a poupança nova renderá TR + 70% desta taxa Selic (ao ano), ao invés de TR + 6,17% ao ano;

– Aceita aplicações de valor baixo.

2 – LCI – Letra de Crédito Imobiliário e LCA – Letra de Crédito do Agronegócio

– Normalmente são negociados a uma taxa em % do CDI;

– Cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira);

– Isenção de imposto de renda;

– Resgates antes do vencimento ou do prazo de carência não rendem juros;

– Aplicação inicial: valores altos. Alguns grande bancos exigem um mínimo de R$ 30 mil; outros exigem valores ainda mais elevados. É possível aplicar por valores mais baixos em bancos menores.

3 – Fundos DI

– Não há cobertura do FGC, mas o patrimônio do fundo pertence aos cotistas e está segregado dos ativos do banco;

– Imposto de renda pela alíquota regressiva (15% a 22,5%). Há cobrança semestral de 15% sobre os ganhos (“come-cotas”);

– Normalmente, permite resgates em qualquer data sem perda de juros;

– Aplicação inicial: em geral, quanto maior o valor, menor é a taxa de administração, o que geralmente implica em maior rentabilidade.

4 – CDB-DI

– É negociado a uma taxa em % do CDI;

– Cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira);

– Imposto de renda pela alíquota regressiva (15% a 22,5%);

– CDBs com carência apresentam restrições nos resgates antecipados, porém costumam oferecer melhor rentabilidade. CDBs com liquidez diária não apresentam restrições nos resgates, mas tendem a oferecer menor rentabilidade;

– Aplicação inicial: em geral, quanto maior o valor, melhor a rentabilidade;

– Bancos maiores costumam oferecer taxas menos interessantes do que bancos menores. Em geral, isto está relacionado à maior ou menor solidez da instituição (maior ou menor risco de falência).

 

É sempre importante lembrar que, para decidir onde investir, não basta apenas analisar a rentabilidade do investimento, mas também o risco do investimento (solidez da instituição financeira) e o seu prazo de carência. Além disto, é sempre bom ressaltar que a cobertura oferecida pelo FGC é de R$ 250 mil por CPF e por instituição, e não por investimento. Se você aplicar R$ 2o0 mil em LCI e R$ 100 mil em poupança no mesmo banco, em caso de quebra, você só terá direito a R$ 250 mil. Outro ponto importante é que você não receberá a “indenização” do FGC de imediato. O ressarcimento pode demorar alguns dias ou até semanas.

 

Quer ver se o seu fundo DI, de Renda Fixa ou Multimercado apresentou um bom desempenho? Confira o Comparador de Fundos do Minhas Economias.

 

Caso queira comentar este e outros textos, por favor, encaminhe uma mensagem para contato@minhaseconomias.com.br ou entre em contato pelo formulário do site.