Com a elevação da taxa SELIC de 7,5% para 8% no dia 29/05/2013, muita gente passou a perguntar se com este aumento a tradicional caderneta de poupança ainda é um bom investimento. 

Não há uma resposta que sirva a todos os casos, no entanto. As alternativas variam muito de acordo com o valor disponível para investimento, o prazo, o risco e a instituição financeira, entre outros fatores. Para ajudar, montamos uma tabela com as projeções de rendimentos para diversas aplicações e diferentes níveis da taxa SELIC. Para facilitar os cálculos, utilizamos os seguintes parâmetros:

  1. - Diferencial entre a taxa SELIC meta e o CDI de 0,25% a.a.;
  2. - Projeção da TR baseando-se na premissa da TBF ser equivalente ao CDI;
  3. - Rendimento médio bruto (sem descontar a taxa de administração) dos Fundos DI de 105% do CDI

Para facilitar a visualização, os valores que estão em fundo verde são aqueles que apresentam rendimento superior à poupança para o mesmo prazo de investimento e as taxas estão expressas para o respectivo período. No caso dos Fundos DI e dos CDBs-DI, as taxas já estão descontadas do imposto de renda pela alíquota correspondente ao prazo. Disponibilizamos as informações para os períodos de 3, 6, 12 e 24 meses de investimento.

 3 meses

Comparativo 3 meses

Comparativo 3 meses

 

6 meses

Comparativo 6 meses

Comparativo 6 meses

 

12 meses

Comparativo 12 meses

Comparativo 12 meses

  

24 meses

Comparativo 24 meses

Comparativo 24 meses

 

Algumas características importantes dos produtos apresentados:

   1 – Poupança nova – refere-se aos depósitos realizados a partir do dia 04/05/2012.

– Cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira)

– Isenção de imposto de renda para pessoas físicas

– Resgates fora da data de aniversário não pagam juros entre a última data de aniversário e a data de resgate. Repare que se você for aplicar seus recursos por 1,5 meses ao invés de 1 mês, é possível que um fundo DI com taxa de administração mais alta renda mais do que a poupança

– Aceita aplicações de valor baixo

   2 – LCI – Letra de Crédito Imobiliário

– Cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira)

– Isenção de imposto de renda para pessoas físicas

– Resgates antes do vencimento não pagam juros

– Aplicação inicial: valores altos. Alguns grandes bancos exigem um mínimo de R$ 30 mil; outros exigem valores ainda mais elevados

   3 – Fundos DI

– Não há cobertura do FGC, mas o patrimônio do fundo pertence aos cotistas e está segregado dos ativos do banco

– Imposto de renda pela alíquota regressiva (15% a 22,5%). Há cobrança semestral de 15% sobre os ganhos (“come-cotas”)

– Normalmente, permite resgates em qualquer data sem perda de juros

– Aplicação inicial: em geral, quanto maior o valor, menor é a taxa, o que implica em maior rentabilidade

   4 – CDB-DI

– Cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira)

– Imposto de renda pela alíquota regressiva (15% a 22,5%)

– CDBs com carência apresentam restrições nos resgates antecipados, porém costumam oferecer melhor rentabilidade. CDBs com liquidez diária não apresentam restrições nos resgates, mas tendem a oferecer menor rentabilidade

– Aplicação inicial: em geral, quanto maior o valor, melhor a rentabilidade.

 

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