Nestes tempos de grande turbulência e indefinição financeira, a escolha do melhor investimento sempre é difícil. Se você não sabe por onde começar, inicie entendendo melhor os conceitos básicos antes de partir diretamente para a escolha da aplicação financeira.

A seguir descrevemos 4 erros básicos de quem está buscando um melhor planejamento do seu investimento.

1. Só investir quando sobra dinheiro
A maioria das pessoas investe o que sobra de dinheiro no final do mês. Se você segue esta estratégia, tente algo diferente: invista 10% do seu salário imediatamente após recebê-lo. E então comece a cortar os seus gastos para que o resto do dinheiro ‘dure’ até o próximo pagamento.

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É uma maneira um pouco radical, mas serve para tirar-nos da situação de conforto, forçar o controle de despesas e evitar a eterna desculpa de que “nunca sobra nada para investir”.

2. Definir uma única estratégia para os Investimentos e não mudar.
A melhor estratégia a ser adotada para garantir um bom Investimento deve estar sempre em análise e adaptação de acordo com a situação econômica, tanto pessoal quando do país.

Por exemplo, quando somos jovens, normalmente ganhamos pouco e direcionamos os nossos maiores esforços para investimentos em nossa capacitação profissional. Assim, o valor a ser poupado para é menor e pode ser investido em produtos financeiros de maior risco.

À medida que envelhecemos, esta estratégia de investimento tende a se inverter. O ideal é conseguir poupar valores maiores e diminuir o risco.

Mas sempre há exceções que devem ser levadas em conta:
– O nascimento dos filhos é algo que toma bastante tempo e dinheiro do casal! Enquanto eles não forem economicamente independentes, você provavelmente não conseguirá poupar muito. Leve isso em consideração no seu planejamento.
– As condições econômicas do país pode mudar. Há 2 anos atrás, por exemplo, os juros dos investimentos de renda fixa estavam muito baixos e todo mundo já procurava alternativas a este tipo de investimento. Atualmente temos o cenário oposto: os juros estão altos e os retornos dos investimentos de risco alto não estão vantajosos.

3. Confundir despesas com investimento
Pode parecer algo impensável confundir despesas com investimento, mas ainda hoje muita gente considera que a compra de um carro é um investimento. Afinal, está se adquirindo um bem, um patrimônio que poderá ser vendido no futuro e gerar receita.

O problema é que, colocando todos os gastos na ponta do lápis, os automóveis sempre (salvo raríssimas exceções) perdem valor.
Não se iluda: o carro novo pode lhe proporcionar mais conforto, prazer e ‘status social’. Mas não é um investimento.

4. Não ter uma reserva para imprevistos
É preciso sempre ter como premissa, em todo planejamento financeiro, que os imprevistos vão acontecer. Você só não sabe quando e qual será o impacto deles.

Por exemplo, você pode perder o emprego por questões fora de seu controle. Se esta situação perdurar por muito tempo você pode ser obrigado a tomar empréstimos, entrar no cheque especial e eventualmente chegar a uma situação de dívida extrema que consumirá todas as suas reservas.

É por isso que você deve ter este ‘colchão’ que pode ser usado em caso da necessidade de um dinheiro extra para despesas emergenciais. Isto pode fazer a diferença entre uma aposentadoria tranquila e outra bem mais sofrida.