Pergunta: Tenho em minha conta um valor que retiro mensalmente para pagar minhas despesas, só que este dinheiro fica parado, sem rendimento. Qual seria o melhor investimento para quando eu quiser resgatar a qualquer hora? (E.C.)

Resposta:
As opções de alta liquidez são a poupança, os fundos DI ou de renda fixa ou então o CDB-DI. Mas você deve se informar bem, pois há fundos e CDBs que possuem prazos de carência para resgate.

Na poupança, não há valor mínimo para aplicação, ao contrário dos CDBs e dos fundos, que costumam definir um mínimo a partir de R$ 100. Os aspectos que você deve considerar são:

A) Risco – A poupança e o CDB são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o valor de R$ 250 mil por CPF. Os fundos têm o seu patrimônio separado dos ativos da instituição financeira que os gera ou administra.

B) Rentabilidade – No caso dos fundos e do CDB, via de regra, quanto maior o valor da aplicação, melhor será a taxa do investimento.

C) Imposto de Renda – A poupança é isenta. Já fundos e CDB possuem alíquotas que vão de 22,5% (resgates em até seis meses) a 15% (resgates após dois anos).

D) Carências – Resgates na poupança perdem os juros entre a última data de aniversário e o resgate.CDB e fundos, em geral, não têm prazo de carência.

E) Custos – Poupança e CDB não embutem custos administrativos. Fundos têm cobrança de taxa de administração (quanto menor o valor aplicado, maior será esta taxa). A rentabilidade nominal apresentada pelo fundo já vem com o desconto da taxa de administração.

Resumindo: Para valores abaixo de R$ 10 mil e resgate com prazo menor do que seis meses, a poupança tende a ser a melhor opção. Para valores acima de R$ 10 mil e resgate após dois anos, o CDB-DI apresenta-se como a melhor alternativa. Para outros cenários, a resposta dependerá do valor de aplicação, do prazo e das condições oferecidas pelas instituições financeiras.

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O texto acima foi originalmente publicado no jornal Extra, na coluna do Dr. Bufunfa, com o apoio do MinhasEconomias.