Guerra no Oriente Médio eleva petróleo e aumenta cautela no Ibovespa

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Guerra no Oriente Médio eleva petróleo e aumenta cautela no Ibovespa

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O Ibovespa encerrou a sexta-feira (13) em queda de 0,91%, aos 177.653 pontos, consolidando duas semanas de forte aversão ao risco nos mercados globais. O principal fator por trás da piora no humor dos investidores é a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou a incerteza internacional e reacendeu temores inflacionários. Desde o início das tensões no Oriente Médio, o índice brasileiro já acumula queda próxima de 6%.

O foco das preocupações está no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo. O risco de interrupções no fluxo da commodity impulsionou o petróleo para níveis acima de US$ 100 por barril, provocando reprecificação dos ativos. Se por um lado a alta favorece exportadoras e petroleiras, por outro aumenta o risco de inflação global e reduz o apetite por ativos de risco.

Esse movimento também alterou as expectativas para a política monetária no Brasil. O mercado passou a reduzir as apostas em cortes mais agressivos da Selic, diante do risco de repasse da alta dos combustíveis para a inflação.

No mercado doméstico, o impacto foi sentido nos principais pesos do índice. A Petrobras (PETR4) recuou 0,73%, mesmo com a valorização do petróleo, refletindo preocupações regulatórias e políticas. Já a Vale (VALE3) caiu 1,19%, pressionada pelas dúvidas sobre a demanda chinesa em um cenário de possível desaceleração global. Bancos e setores mais sensíveis aos juros, como varejo e construção civil, também sofreram com a abertura da curva de juros.

Diante desse cenário, investidores passaram a buscar estratégias mais defensivas, priorizando empresas de valor e pagadoras de dividendos. O fluxo estrangeiro, que havia sustentado parte da valorização da bolsa no início do ano, também começa a mostrar sinais de maior seletividade.

Para a próxima semana, o foco do mercado estará nas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O Copom deverá calibrar o equilíbrio entre atividade econômica e os novos riscos inflacionários provocados pela alta do petróleo.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• SLC Agrícola (SLCE3): +2,51%

• BB Seguridade (BBSE3): +1,98%

• TIM (TIMS3): +1,49%

• Weg (WEGE3): +0,85%

• Natura (NATU3): +0,82%


Baixas

• Braskem (BRKM5): -6,97%

• CSN (CSNA3): -6,23%

• Hapvida (HAPV3): -6,17%

• MRV (MRVE3): -5,42%

• Vivara (VIVA3): -5,20%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (13/03):

• Segunda-Feira (09): +0,86%

• Terça-Feira (10): +1,40%

• Quarta-Feira (11): +0,28%

• Quinta-Feira (12): -2,55%

• Sexta-Feira (13): -0,91%

• Na semana: -0,95%

• Em março: -5,90%

• No 1°tri./26: +10,26%

• Em 12 meses: +41,40%

• Em 2026: +10,26%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -0,26%

• Nasdaq: -0,93%

• S&P 500: -0,61%


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