Muito provavelmente você já ouviu esta frase popular. Ela revela uma grande verdade, o fato de estarmos sempre comparando a nossa vida com a vida dos outros. Neste contexto, podemos considerar por vida praticamente tudo, ou seja, comportamento, posses, estilo de vida, profissão, passado, presente e futuro etc. E nesta comparação invariavelmente achamos que estamos em desvantagem.

Este reação pode ser analisada sob vários aspectos, mas aqui vamos lançar um olhar sob o ponto de vista da Educação Financeira, utilizando uma história para ilustrar e deixar mais leve a sua leitura.

João era uma pessoa muito simples, casado e com um casal de filhos maravilhosos. Moravam na zona rural, em uma pequena chácara onde plantavam e vendiam o excedente, o que garantia o sustento da família. Sua casa era bem simples (cozinha, sala e 2 quartos), e não tinham grandes posses. Tinham um carro usado (mas que, segundo João, “levava todos para qualquer lugar”), uma TV pequena e móveis nada sofisticados. Viviam todos muito felizes … porém, no fundo, sempre havia aquele sentimento de que um dia poderiam prosperar mais e terem mais comforto em casa.

Eram vizinhos de Carlos, agricultor também, porém com um perfil mais capitalista e agressivo. Em pouco tempo Carlos se desenvolveu muito bem financeiramente, construiu uma bela casa, comprou duas caminhonetes novas e andava com roupas chiques e óculos escuros (“importados, que nem dos atores de cinema”, como dizia Carlos).

João olhava para a caminhonete e para a vida de Carlos e não podia deixar de sentir um pingo de inveja, uma certa frustração por não ser tão bem sucedido também. Mas o que fazer? Bom, João tem algumas alternativas:

  1. Seguir o comportamento de Carlos, ser mais agressivo comercialmente e arriscar-se a buscar um maior retorno financeiro para o seu trabalho;
  2. Continuar com sua vida normalmente, já que João conclui que nada pagaria o tempo feliz que passa com sua família. Continua gostando da caminhonete nova de Carlos, mas agora já não se sente frustrado por não possuí-la;
  3. Usar parte da sua poupança para trocar de carro e se aproximar do estilo de vida de Carlos. E, enfim, não sentir mais aquela ponta de inveja do vizinho.

Existem, claro, muitas outras alternativas, mas infelizmente não há uma resposta correta: vai depender muito da situação e momento de vida de cada um.

Mas você provavelmente vai perceber, muitas vezes, que se encontra na mesma situação de João, com o mesmo sentimento de inveja e talvez ciúme. Nestes momentos, não se precipite e nem saia comprando a primeira “caminhonete” que encontrar!

Aprender a identificar estes momentos não é garantia de que conseguiremos mudá-lo, mas significa um passo adiante em nosso autoconhecimento, pré-condição para uma vida mais equilibrada.

Não temos aqui a intenção de escrever um texto acadêmico ou buscar um rigor científico para as nossas opiniões. Apenas lançar uma luz em um comportamento muito comum em muitos de nós, mas que acaba passando despercebido.