Ibovespa cai com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo

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Ibovespa cai com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo

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Foto: Shutterstock/Lukas Heldak

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O Ibovespa encerrou a quinta-feira (5) em queda de 2,64%, aos 180.464 pontos, refletindo o aumento da aversão ao risco global diante da escalada do conflito no Oriente Médio. O índice acompanhou o movimento negativo das bolsas de Nova York, ampliando as perdas recentes provocadas pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Desde o início dos ataques contra alvos iranianos no último fim de semana, os mercados passaram a reagir com maior cautela diante do risco de interrupções no fluxo global de energia. A principal preocupação está no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que elevou os temores sobre inflação global e impacto na economia.

Nesse cenário, o petróleo voltou a disparar. O Brent subiu para US$ 83,94, enquanto o WTI avançou 5,67%, para US$ 78,89, em meio a preocupações com a oferta global.

Mesmo com a alta das commodities, o clima de cautela predominou na bolsa brasileira. Empresas exportadoras também recuaram, com Vale (VALE3) caindo 3,33% e Suzano (SUZB3) recuando 1,24%, refletindo a redução de exposição de investidores estrangeiros a mercados emergentes e a migração para ativos considerados mais seguros, como títulos do Tesouro americano e ouro.

No cenário doméstico, os investidores acompanharam dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, em linha com as expectativas e no menor nível da série histórica para o período. O dado reforça a resiliência da atividade econômica, mas também indica pressão potencial sobre a inflação.

Com isso, o mercado mantém a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes de juros de forma gradual, com redução de 0,50 ponto percentual na Selic, embora a alta do petróleo possa exigir maior cautela.

O Ibovespa já acumula queda superior a 4% na semana, aproximando-se novamente do nível psicológico de 180 mil pontos, considerado um suporte relevante pelo mercado. Enquanto o conflito no Oriente Médio permanecer sem solução clara, a volatilidade deve continuar elevada, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e aos impactos sobre os preços da energia e da inflação global.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Braskem (BRKM5): +16,94%

• PetroRecôncavo (RECV3): +2,80%

• Prio (PRIO3): +2,59%

• Ultrapar (UGPA3): +0,50%

• Petrobras (PETR4): +0,47%


Baixas

• Localiza (RENT4): -7,26%

• Localiza (RENT3): -6,87%

• Minerva (BEEF3): -6,42%

• CSN (CSNA3): -6,13%

• Embraer (EMBJ3): -5,71%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (05/03):

• Segunda-Feira (02): +0,28%

• Terça-Feira (03): -3,28%

• Quarta-Feira (04): +1,24%

• Quinta-Feira (05): -2,64%

• Na semana: -4,41%

• Em março: -4,41%

• No 1°tri./26: +12,00%

• Em 12 meses: +46,66%

• Em 2026: +12,00%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -1,61%

• Nasdaq: -0,26%

• S&P 500: -0,56%


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