Já fizemos aqui algumas análises sobre se vale a pena comprar um carro novo ou usado … ou mesmo não ter carro nenhum.
Mas se você já se decidiu pela compra (e não pode fazê-lo à vista), você tem algumas opções: fazer um financiamento, entrar em um consórcio de carro ou fazer um Leasing, também conhecido como arrendamento mercantil. Vamos agora analisar o Leasing de carro. O assunto pode ser bem extenso, mas vamos dar aqui as características principais para você começar a entender o que é um leasing de carro.

O Leasing de carro se assemelha muito ao financiamento, porém é preciso entender os detalhes para que você tome a melhor decisão.

De forma resumida, podemos dizer que o Leasing é uma espécie de contrato de aluguel do carro, com a diferença que você pode ou não ter a opção de comprá-lo ao final do período do aluguel por um valor pré-definido.

E aí vem uma importante diferença com relação ao financiamento: por ser um “aluguel”, o carro não é efetivamente seu. Você possui o direito de uso, mas o bem pertence à instituição financeira que ofereceu o leasing a você.

Isto tem 3 (três) implicações importantes: uma “um pouco ruim”, uma boa, e uma que serve de aviso.

1) Implicação “um pouco ruim”
Como o carro não é seu, você não poderá vendê-lo antes do final do contrato de leasing, mesmo que apareça alguém oferecendo uma excelente oferta por seu carro. Da mesma forma, não é possível vendê-lo, mesmo que você precise de dinheiro por conta de algum outro imprevisto ou dívida a ser paga. Outro ponto negativo refere-se à liquidação antecipada. Só é possível antecipar a opção de compra após o 24º mês ( 2 anos), pois, do contrário, a operação de antecipação irá descaracterizar a operação de leasing.
Lembre-se, o carro está em nome da instituição financeira até que o prazo do contrato de leasing termine e você exerça a compra do veículo.

2) Implicação boa
O risco para a instituição financeira é menor no leasing comparado ao financiamento. Isto porque, em caso de inadimplência sua (se você deixar de pagar o “aluguel”), a instituição pode recuperar o carro de modo mais simples e rápido do que em um financiamento, onde o veículo é apenas alienado à instituição financeira.

Isto significa que, em tese, por ter um risco menor (pois a garantia é melhor), a instituição financeira pode praticar juros mais baixos nas operações de leasing. E, além do mais, não há incidência de IOF nesta operação, ao contrário do financiamento. No entanto, há a incidência de ISS.

De qualquer maneira, nunca deixe de comparar o CET (custo efetivo total) entre as diversas instituições que oferecem o leasing de carro. No CET são considerados os custos financeiros, tributos, tarifas, seguros e outros encargos da operação, ou seja, pelo CET dá para saber quanto efetivamente será o valor pago pelo carro. Como a oferta é grande, a diferença de valores é considerável e pode fazer uma grande diferença para o seu bolso. Pesquisar muito bem é imprescindível sempre.

3) Implicação que serve de aviso.

Escolha bem com quem você vai fazer negócio. Procure somente instituições financeiras sólidas e conhecidas no mercado. Em caso de “quebra” destas empresas no meio de seu contrato de leasing, lembre-se que o carro ainda não lhe pertence e os credores da empresa podem requerer a posse do veículo.
É claro que o seu risco é menor, pois mesmo que isto aconteça você terá desembolsado somente as parcelas mensais do carro, que a princípio pagam apenas o seu uso. Mas é sempre bom evitar dor de cabeça!
Um último ponto a ser considerado, não só para o leasing de carro mas para qualquer outro tipo de operação, é ler e entender detalhadamente cada cláusula do contrato para não ter surpresas futuras.