Maiores altas e baixas do Ibovespa da semana

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Maiores altas e baixas do Ibovespa da semana

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Na segunda semana de novembro, o mercado financeiro registrou forte movimentação impulsionada pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos durante mais uma “Super Quarta”. No cenário doméstico, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15,00% ao ano na última reunião de 2025, em linha com as expectativas. O Banco Central reforçou que ainda não há condições para iniciar um ciclo de cortes e o presidente Gabriel Galípolo adotou um tom firme ao reafirmar preocupação com o equilíbrio econômico, postura interpretada como um recado ao mercado e ao governo, que pressiona por juros mais baixos. 

Em relação à inflação, o IPCA avançou 0,18% em novembro, acima da leitura de outubro, mas levemente abaixo das projeções do Boletim Focus. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 4,46%, ritmo menor que os 4,68% registrados anteriormente. 

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, ajustando o intervalo dos Fed Funds para entre 3,50% e 3,75%. A decisão refletiu sinais de desaceleração do mercado de trabalho e uma inflação que continua acima da meta. 

Com esse conjunto de indicadores relevantes, o Ibovespa apresentou movimentos distintos entre as principais ações da carteira. A seguir, veja quais foram as maiores altas e baixas da semana. 

Altas 

A Brasil Resseguros (IRBR3) liderou as altas da semana, com avanço de 12,77%, impulsionada pela reavaliação do JP Morgan, que elevou a recomendação para compra e passou a considerar o IRB sua principal aposta no setor de seguros para 2026. O banco também revisou o preço-alvo de R$ 54 para R$ 64, estimando potencial de valorização de cerca de 33%, e destacou que a companhia segue apta a entregar retornos relevantes mesmo em um cenário de crescimento moderado. 

A RD Saúde (RADL3) subiu 10,00% após a XP elevar a recomendação do papel de neutra para compra e revisar o preço-alvo de R$ 20 para R$ 31, projetando alta potencial de 55%. Analistas apontam que medicamentos à base de GLP-1 devem impulsionar tendências de crescimento nos próximos anos, além de reconhecerem ajustes estratégicos da companhia para reforçar competitividade nas categorias de higiene e cuidados pessoais. 

A CSN (CSNA3) acumulou alta de 8,87%, favorecida pela recuperação do minério de ferro, que ganhou força após indicadores industriais mais fracos na China aumentarem a expectativa de novos estímulos econômicos. 

A Vivara (VIVA3) avançou 7,54% após anunciar mudanças relevantes na liderança. A troca imediata do CEO e do diretor-executivo de Operações foi bem recebida pelo mercado, especialmente por conta do histórico sólido dos novos executivos em grandes varejistas e marcas do setor. 

A SLC Agrícola (SLCE3) avançou 7,10%, após anunciar a distribuição de R$ 400 milhões em proventos, incluindo JCP e dividendos intercalares, em decisão que reforça o compromisso da companhia com a remuneração aos acionistas. 

A Allos (ALOS3) registrou alta de 7,01%, beneficiada pela manutenção da recomendação overweight do JP Morgan, que também incluiu a companhia como top pick entre shoppings. O banco ressaltou o potencial de valorização de 35% e dividend yield estimado em 13%, níveis que posicionam a empresa entre as maiores pagadoras de dividendos do Ibovespa. 

Baixas 

A Vamos (VAMO3) recuou 7,40%, refletindo maior cautela dos investidores diante do ambiente político, especialmente após a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, além da oscilação das taxas de juros. 

A Hypera (HYPE3) caiu 6,67%, mesmo após anunciar a distribuição de JCP no valor de R$ 0,29 por ação, totalizando aproximadamente R$ 185 milhões. 

A Magazine Luiza (MGLU3) teve queda de 6,09%. Durante a semana, a companhia inaugurou a Galeria Magalu no antigo espaço da Livraria Cultura, na Avenida Paulista, reunindo cinco marcas do grupo. Embora o evento tenha reforçado a estratégia de expansão da varejista, o movimento não foi suficiente para reverter o pessimismo do mercado. 

A C&A (CEAB3) recuou 5,05%, após o anúncio da venda de 66 milhões de ações pelo Grupo Cofra, diminuindo sua participação para 30,92% do capital da varejista. Apesar de a empresa afirmar que não houve mudança no controle acionário, o mercado reagiu negativamente. 

O Assaí (ASAI3) registrou queda de 4,32% após firmar acordo para sair, em duas etapas, da Financeira Itaú CBD (FIC). O grupo deverá receber cerca de R$ 260 milhões pela venda de sua participação indireta, valor ainda sujeito a ajustes. 

O Banco Santander (SANB11) registrou queda de 3,68%. Nesta semana, o Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou a proposta de Termo de Compromisso apresentada pelo diretor do Santander Brasil, Leonardo Mendes Cabral, no âmbito do Processo Administrativo Sancionador (PAS) 19957.003650/2025-01. Ele se comprometeu a pagar R$ 180 mil à CVM, valor que levou o Comitê de Termo de Compromisso a recomendar a aceitação do acordo, posição posteriormente confirmada pelo Colegiado. Segundo a CVM, parecer da Procuradoria Federal Especializada indicou não haver impedimento jurídico para a celebração do termo.  

A semana foi marcada por forte influência de recomendações de analistas, mudanças internas em grandes companhias e expectativas relacionadas ao cenário macroeconômico global. Enquanto empresas beneficiadas por revisões positivas e perspectivas de dividendos se destacaram entre as altas, setores sensíveis ao ambiente político, reestruturações societárias e ajustes estratégicos ficaram entre as maiores baixas do Ibovespa. 

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