Uma das principais preocupações de muitas famílias brasileiras é a questão do endividamento e de como sair das dívidas.

Em fevereiro de 2014, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Fecomércio de São Paulo, mostrou que 50,9% dos entrevistados tinham dívidas, 14,4% tinham contas em atraso e 3,5% não tinham condições de pagar suas dívidas. Para ajudar este pessoal, vamos oferecer algumas dicas de como sair das dívidas. Quanto mais destas dicas conseguir executar, mais fácil e mais rápido será escapar do “buraco”.

 

1 – Anote TODOS os seus gastos e também as receitas
Isso vale para cada real gasto e é necessário para você conhecer melhor para onde está indo o seu dinheiro e, assim, identificar gastos desnecessários. É claro que se você esquecer de anotar um ou outro pequeno gasto, não será um grave problema. Porém, se forem vários pequenos gastos que, acumulados, representarem um valor grande, sua análise ficará “capenga”.
Muita gente anota em papel ou em uma planilha eletrônica como o Excel, mas depois tem dificuldades para analisar suas despesas. O intuito do Minhas Economias é justamente facilitar isso, entre outras vantagens. Os aplicativos para dispositivos móveis iOS ou Android facilitam muito o trabalho de anotar os pequenos gastos do dia-a-dia;

 

2 – Estabeleça quais gastos são essenciais e quais são supérfluos
Estude seu padrão de gastos de modo a diferenciar ‘necessidades’ de ‘desejos’. Uma forma de fazer isso é dar notas de prioridade para cada item. A ideia aqui é que, caso precise cortar gastos, basta começar pelos menos prioritários. Alguns casos são mais óbvios: energia elétrica certamente deverá ter uma nota melhor do que TV a cabo. Outros, nem tanto: TV a cabo ou cinema?

 

3 – Elabore um orçamento
Com base nas prioridades, você pode elaborar um orçamento, que nada mais é do que estabelecer metas de gastos para cada categoria de despesas que possuir. Por exemplo, se você gasta R$ 300 por mês em supermercado, mas sempre inclui supérfluos em suas compras, você pode estabelecer uma meta de R$ 250 por mês e encarar o desafio de não gastar mais do que isso nessa categoria. Obviamente, há categorias em que não será possível fazer cortes como condomínio e aluguel, a não ser que você mude de residência, o que pode não ser simples. Em outras categorias, no entanto, você certamente poderá fazer cortes mais profundos como gastos em restaurantes e/ou lazer. Gastos com carro(s) também podem ser cortados e podem representar uma grande diferença em seu orçamento. Avalie se você realmente precisa do seu carro. Lembre-se que junto com as prestações do carro vem também IPVA, combustível, seguro, manutenção etc;

 

4 – Controle impulsos de compra
Antes de efetuar uma compra, pergunte a si mesmo se ela é realmente necessária. Caso seja, verifique se há recursos financeiros suficientes. E pergunte a si mesmo se a compra pode ser postergada por mais algum tempo. Na dúvida, caminhe mais um pouco para refletir melhor. Muitas vezes, postergar a compra um pouco que seja, pode dar uma ideia mais clara da real necessidade da aquisição;

 

5 – Fuja do cheque especial e do crédito rotativo do cartão de crédito
Se você precisa de dinheiro, jamais utilize o limite do cheque especial ou se endivide através do cartão de crédito, pois estas são as modalidades de crédito com as taxas de juros mais altas. Se você já deve no cheque especial ou está pagando parcialmente a fatura do seu cartão de crédito (ou está pagando atrasado), procure já obter dinheiro de outra modalidade de crédito com taxas mais baixas (crédito pessoal, crédito consignado, antecipação de imposto de renda etc) para quitar as dívidas contraídas no cheque especial ou no cartão.
A ideia aqui é sempre trocar uma dívida com taxas de juros mais altas por outra com taxas mais baixas. Vale ressaltar que outras modalidades de empréstimo, além do cheque especial e do crédito rotativo, podem ter taxas bastante elevadas. É possível economizar muito dinheiro com um pequeno esforço de pesquisa;

 

6 – Venda algum bem menos necessário
Para quem está com o orçamento apertado ou afogado em dívidas, a venda de um veículo ou mesmo um imóvel pode significar ao menos um alívio no aperto financeiro. Com o dinheiro obtido, poderá quitar as dívidas ou, ao menos, parte delas e, assim, economizar no pagamento de juros. Além disso, haverá economia também nos gastos relacionados a impostos e custos de manutenção destes bens.
Para aqueles que não podem abrir mão do único veículo ou do único imóvel, vale a pena avaliar se a troca por um bem de menor valor é possível. Além de obter algum dinheiro para quitar dívidas, muito provavelmente, também os custos irão diminuir;

 

7 – Pague primeiro as dívidas com taxas de juros mais altas
Se você se encontra inadimplente, sem dinheiro para pagar todas as dívidas, dê preferência àqueles com taxas de juros mais altas e, assim, economizar no pagamento de juros. Obviamente, não deixe de pagar gastos essenciais como aluguel, condomínio, energia elétrica etc, para pagar juros.

 

8 – Compartilhe a situação com a sua família
Não deixe de conversar com a sua família a respeito da situação financeira. Deixe claro que se trata de uma condição temporária e, que se todos colaborarem, conseguirão sair rapidamente do aperto. Esclarecendo a situação, ficará muito mais fácil cortar gastos desnecessários, minimizando a possibilidade de criar um ambiente familiar ruim;

 

9 – Renegocie as dívidas
Muitas vezes, é possível migrar uma dívida com altas taxas de juros para outra com taxas mais baixas, prazo mais longo e parcelas menores (e que caibam no seu orçamento). Uma conversa com o gerente de sua conta bancária (e uma boa negociação!) pode melhorar muito as condições de pagamento da dívida. No entanto, faça a lição de casa antes, e verifique qual o valor da parcela que você pode assumir;

 

Uma vez que tenha conseguido sair das dívidas, vale a pena continuar acompanhando seus gastos e receitas, procurando poupar e investir para formar uma poupança para imprevistos e um futuro mais tranquilo. Outra forma de se proteger de imprevistos é comprar seguros. De início pode parecer dinheiro jogado fora, mas um seguro pode impedir que perca o seu patrimônio por conta de um imprevisto como um acidente ou uma doença, entre outras coisas.

Pesquise na internet dicas de como economizar em compras e outros assuntos relacionados a finanças pessoais. O MinhasEconomias também possui um blog com textos sobre diversos aspectos de finanças pessoais. Há também formas de se pagar menos impostos ou mesmo receber de volta parte de impostos pagos. É o caso de usar o benefício fiscal do PGBL ou dos créditos da chamada ‘Nota fiscal paulista';

Invista em educação. É preciso ter em mente que precisamos estar nos aperfeiçoando sempre, para desenvolver novas habilidades e novos conhecimentos que proporcionem aumento de renda. Este aumento pode ocorrer na forma de posições melhores na carreira ou na criação de outras fontes de renda.

Não é necessário ser um ‘pão-duro’ nem é preciso abrir mão de lazer e das coisas boas da vida. Só é preciso ter equilíbrio. Muitas vezes gastamos muito dinheiro com coisas que nos dão pouca satisfação e acaba sobrando pouco dinheiro, pouco tempo e pouca saúde para as coisas que são realmente importantes na vida. Lembre-se que as pequenas decisões do dia-a-dia acabam por influenciar também a qualidade de vida presente e futura;

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