Manter um bom gerenciamento das Finanças do casal é algo muito importante e impacta diretamente a felicidade do relacionamento. Há aqueles que conseguem manter uma boa independência financeira entre si, definindo “quem paga o quê” nas despesas conjuntas, de modo que haja um equilíbrio. Mas e quando este equilíbrio se rompe?

Os problemas aparecem quando alguma das partes envolvidas começa a gastar muito mais que o outro(a). E pode até chegar ao ponto em que uma das pessoas se endivide de tal maneira que coloque em risco o futuro de toda a família.

Mas o que fazer quando isso acontece?

1. Vale a pena sempre ajudar?

Já é difícil negar uma ajuda financeira a um amigo próximo ou a um parente, imagine ter que negar um ‘empréstimo’ à pessoal com a qual você escolheu viver sob o mesmo teto!

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Normalmente a primeira reação é o da solidariedade, lembrando que vocês escolheram viver juntos nos “momentos de felicidade e de tristeza”. E você acaba cobrindo todas as dívidas e despesas extras que o seu companheiro(a) realizou.

Porém isso nem sempre é o mais indicado. É preciso um processo de educação financeira profunda, de modo que esta situação sirva como uma espécie de ‘choque de realidade’ na pessoa que gasta muito e realmente ocorra uma mudança de hábito.

Não resolva a situação da maneira mais simples: faça com que ele(a) tenha também que se esforçar e se sacrificar para que a solução final seja alcançada.

2. Transparência no Controle Financeiro

Caso as dívidas e os gastos continuem a ocorrer, é preciso exigir uma transparência financeira. Você terá que passar a controlar todos os gastos e ganhos de seu companheiro(a) para estancar a sangria do dinheiro.

Isto provavelmente irá gerar reclamações e estresse, pois ninguém gosta de ser controlado, principalmente os que têm muitas despesas. E provavelmente o relacionamento poderá ficar um pouco abalado, ou pelo menos haverá insinuações de que este maior controle significa a perda da confiança mútua.

Não se deixe levar por chantagens sentimentais como estas. Se não houver um controle financeiro maior de todas as transações, as dívidas continuarão a existir eternamente.

3. Metas e mudança de hábito.

Defina metas agressivas para os gastos máximos para o “casal”. O objetivo principal é a mudança de hábito e para isso o seu apoio será muito importante. Mostre que você está presente, que as metas são conjuntas e que tudo isso é para o bem da família.

3. Ajuda externa

Se nada disso der certo ou se você realmente não conseguir implementar nenhuma ação que possa mudar este cenário de endividamento e altos gastos, não desista ainda. Procure uma ajuda externa.

Pode ser algum amigo muito próximo ou mesmo um profissional da área. Muitas vezes um intermediador isento pode acalmar os ânimos e ajudar no convencimento de que algo precisa ser feito.