Um erro muito comum na hora de decidir se devemos ou não adquirir algo é esquecermos de analisar TODAS as despesas relacionadas à compra. Vamos a alguns exemplos:

1) Compra do automóvel: este é o exemplo mais clássico. Você olha o anúncio do jornal e o seu carro dos sonhos está em promoção por, digamos, R$ 38.000. Você faz as contas e acha que dá para pagar, à vista! Mas se esquece que há outros gastos que devem ser considerados. Logo de cara você terá as despesas com despachante (seja para emplacar ou para transferir o carro) e com o seguro. Depois há o IPVA, o combustível, o estacionamento e os custos de manutenção (revisão, troca de óleo, pneus etc.). E a “depreciação” do carro, algo que quase ninguém considera: quanto mais você usa o carro, menor será o seu valor de revenda;

2) Rodízio de carnes: este item se aplica na verdade a qualquer restaurante. Neste caso você também analisa o preço da refeição: por exemplo, R$ 46 o rodízio! Perfeito! Mas não se esqueça das bebidas (cerveja, refrigerante, suco, cafezinho … onde o lucro do restaurante é alto), das sobremesas (lucro maior ainda …) e do serviço (o famoso “10%”). E, em alguns casos, ainda é preciso pagar o estacionamento;

3) Cinema: não dá para resistir à pipoca e ao copo (“ultra gigante”) de refrigerante, certo? Ah, e também há o estacionamento ou Uber / taxi;

4) Empréstimos: para conseguir um dinheiro emprestado, na maioria das vezes você terá alguns custos extras como as despesas com cadastro e algum tipo de seguro exigido pelo credor, além de impostos como o IOF. Por isso, analise sempre qual é o CET (custo efetivo total);

5) Aluguel de um imóvel (você está alugando o imóvel DE alguém): os principais gastos adicionais são o IPTU, a manutenção da casa, o condomínio e as contas de luz, água, gás, telefone etc;

6) Aluguel de um imóvel (você está alugando o imóvel PARA alguém): mesmo neste caso, onde você é quem receberá o aluguel, haverá gastos com a imobiliária. E não se esqueça do imposto de renda que terá que pagar sobre a receita obtida! Lembre-se também do risco de ter que pagar IPTU e condomínio, caso o imóvel fique vago;

Bem, não vai ser somente por causa dos custos adicionais que você deixará de fazer negócio, certo? O importante é sempre levá-los em consideração na hora de analisar se o seu orçamento vai continuar no azul e não ser surpreendido.