Nos textos “Veja quanto custa deixar de pesquisar suas opções de investimento em previdência privada – Parte 1″ e “Veja quanto custa deixar de pesquisar suas opções de investimento em previdência privada – Parte 2″, tratamos do impacto que as taxas de carregamento e de administração causam sobre o seu futuro. Falamos também sobre a importância de acompanhar e gerenciar os recursos investidos em planos de previdência privada.

Neste texto, iremos ilustrar, com alguns exemplos, a diferença entre gerenciar ou não o dinheiro que se encontra nestes planos.

Inicialmente, simulamos uma aplicação mensal de R$ 100, supondo juros constantes de 8,60% ao ano. Novamente, para simplificar o entendimento da questão, iremos desprezar o efeito da inflação e também iremos considerar que não há incidência da taxa de carregamento tanto no aporte quanto no resgate dos recursos. A tabela seguinte mostra o aporte mínimo inicial e as taxas de administração de cinco diferentes planos de previdência, todos conservadores e comercializados por uma mesma instituição.

screenhunter_01-feb-15-1615Comparamos, então, os saldos obtidos ao longo dos anos ao se gerenciar ou não o investimento. O não-gerenciamento é o caso no qual o investidor age passivamente, investindo ao longo dos anos sempre no Plano 1, pois foi o que ele sempre fez a vida toda. Obviamente, dificilmente seu corretor ou gerente de banco irá alertá-lo para que migre de plano e, assim, obter melhor rendimento. O gerenciamento do investimento significa acompanhar constantemente o saldo e transferir os recursos para um plano com menor taxa de administração, assim que atingir o valor mínimo para tanto. Na tabela seguinte ilustramos a diferença entre os dois casos:

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Podemos ver que, nos primeiros anos, a diferença é pouco significativa. No entanto, para aqueles que estão iniciando sua vida profissional e planejam se aposentar em 30 ou mesmo 40 anos, a diferença pode ser dramática. Quanto maior o investimento mensal, maior se torna a diferença entre gerenciar ou não seus investimentos. Nas tabelas seguintes, mostramos o que ocorre com aportes mensais de R$ 250 e R$ 500. Neste último caso, a diferença nos saldos em 40 anos chega a quase R$ 500.000!!!

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