Planejar a aposentadoria é algo que deve estar em nossa lista de preocupações diárias. E neste tópico sempre surge a dúvida com relação às várias alternativas de produtos financeiros disponíveis no mercado, particularmente o Instituto Nacional do Seguro Social, o famoso “INSS”.

Na verdade, o INSS é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social (MPS). O INSS é responsável por gerir a Previdência Social que, segundo o próprio MPS, pode ser assim definido:

“A Previdência Social é um seguro que garante a renda do contribuinte e de sua família, em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e velhice. Oferece vários benefícios que juntos garantem tranquilidade quanto ao presente e em relação ao futuro assegurando um rendimento seguro. Para ter essa proteção, é necessário se inscrever e contribuir todos os meses.”

Ou seja, a Previdência Social seria o termo mais próximo do que chamamos de aposentadoria. Mas todo mundo conhece por INSS.

Mas vamos ao que interessa: vale a pena contribuir para o INSS?

É claro que, como quase tudo no campo das Finanças Pessoais, depende … Para ter uma resposta mais exata, é preciso analisar a condição financeira específica de cada pessoa, seus objetivos e níveis de risco que cada um pode aceitar.

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Mas, de uma maneira geral, vale a pena sim.

Outros benefícios além da Aposentadoria

Em primeiro lugar, o INSS oferece não somente a aposentadoria tradicional, que paga um valor mensal. O INSS também oferece outros benefícios como:
– Auxílio-doença
– Auxílio-acidente
– Aposentadoria por Invalidez
– Pensão por morte

Os Planos de Previdência privados existentes no mercado também podem oferecer alguns ou muitos destes benefícios. Mas quanto mais benefícios, maior será o valor que você terá que “pagar” por isso, seja através da taxa de carregamento ou da taxa de administração.

Aposentadoria para o resto da vida (também conhecida como aposentadoria vitalícia).

Já pensou se você viver até os 105 anos? Nos nossos tempos, isto está ficando cada vez mais frequente, desde que você tenha cuidados básicos com a sua saúde.

Neste caso o INSS irá ‘acompanhá-lo’ até os seus dias mais longínquos!

No caso dos produtos privados, bem antigamente era ainda possível encontrar planos com o benefício vitalício. Porém com o aumento da perspectiva de vida, estes planos praticamente sumiram. Na maioria dos planos, quanto maior o tempo de benefício, menor irá ser o seu valor.

Ou seja, as instituições financeiras não querem correr o risco de ter que pagar mais para você do que você já contribuiu para eles!

A sua empresa já deve estar contribuindo para você.

Se você é empregado de alguma empresa, ela já estará contribuindo ao INSS para você. Assim, o que você pode fazer é complementar o valor desta contribuição com dinheiro próprio para buscar um maior valor de aposentadoria.

Caso você saia do emprego, muito provavelmente vai valer a pena você continuar contribuindo por conta própria, assim você não perderá todo o valor ‘investido’ no INSS.

Nem tudo “são flores”.

O grande ponto negativo do INSS talvez seja o risco de alteração nas regras de aposentadoria. Atualmente a Previdência Privada é deficitária, ou seja, ela “paga mais do que ganha”! É como se o INSS fosse uma empresa que sempre dá prejuízo, ano após ano. E isso não é algo sustentável a longo prazo.

O governo tenta alterar as regras para melhorar esta situação. O resultado é que os benefícios tendem a ficar menos atrativos.

Assim, pese todos os prós e contras antes de decidir e procure fazer uma avaliação individual. E busque também uma diversificação, isso sempre ajuda!