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Edição Nº 2 · 20 de agosto de 2026



Artigo da Quinzena

IPCA abaixo do teto da meta: o que isso muda no seu orçamento

A inflação oficial, medida pelo IPCA, acumulou alta de 4,44% nos 12 meses até julho, abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação. Isso não significa que os preços pararam de subir. Significa apenas que, na média, eles estão aumentando em um ritmo menor.

Para o orçamento, porém, o impacto depende muito de onde você gasta seu dinheiro. Em julho, por exemplo, alimentos e bebidas tiveram queda de 0,67%, ajudando a aliviar uma das despesas que mais pesam no bolso das famílias.

Os combustíveis também contribuíram para segurar a inflação no mês. Além do efeito direto no orçamento de quem abastece o carro, preços menores nas bombas podem ajudar a reduzir custos de transporte e, indiretamente, de outros produtos.

Por outro lado, a conta de casa continuou pesando. O grupo Habitação subiu 0,99% em julho, puxado principalmente pela energia elétrica residencial, que avançou 3,09% devido a reajustes tarifários em várias cidades. Saúde e cuidados pessoais também tiveram alta de 0,40%, influenciados por planos de saúde e itens de higiene.

Isso mostra que uma inflação mais baixa não significa que todos os preços estejam caindo. Por isso, acompanhar os gastos por categoria é importante. Se supermercado e combustível pesaram menos no mês, por exemplo, pode ser uma oportunidade para recompor a reserva de emergência ou equilibrar outras despesas que ficaram mais caras.

No fim, o que importa para o seu bolso não é apenas a inflação divulgada no noticiário, mas como os preços estão se comportando justamente nas categorias em que você mais gasta.



Economia

Focus mantém Selic em 13,75% e IPCA em 5,02% para 2026: após cinco semanas de queda, as projeções do mercado para a Selic e a inflação ficaram estáveis. Para o consumidor, juros ainda elevados significam crédito mais caro, principalmente em financiamentos e empréstimos. Por isso, vale comparar taxas antes de assumir novas dívidas e, quando possível, priorizar a redução de débitos mais caros.

IPCA de julho sobe 0,07% e acumula 4,44% em 12 meses: a inflação desacelerou em julho e veio abaixo das expectativas. Para o consumidor, uma inflação mais baixa ajuda a preservar o poder de compra, especialmente quando os preços de itens importantes do orçamento sobem menos.

IGP-M cai 1,16% em julho: conhecido por ser utilizado como referência em contratos de aluguel, o índice registrou queda no mês. Para quem tem contrato atrelado ao IGP-M próximo do aniversário, o resultado pode representar um reajuste menor, dependendo das regras previstas no contrato.



Pergunta do Leitor

“Com a alimentação ainda pesando no orçamento, como economizar no mercado sem cortar o que eu realmente preciso?”

Resposta: pequenas mudanças podem fazer diferença no fim do mês. Antes de ir ao supermercado, confira o que você já tem em casa e monte uma lista para evitar compras desnecessárias. Na hora de escolher um produto, compare o preço por quilo ou litro, e não apenas o valor da embalagem.

Também vale experimentar marcas próprias do supermercado e aproveitar promoções para produtos que você realmente costuma consumir. Só tome cuidado para não comprar mais do que precisa, principalmente no caso de alimentos perecíveis.

E, para saber se as mudanças estão funcionando, acompanhe quanto você gasta com alimentação todos os meses. Ter esse histórico ajuda a identificar onde estão os maiores gastos e a definir uma meta realista para o próximo mês.

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Termo da Quinzena

Meta de inflação

A meta de inflação é uma referência usada pelo Banco Central para manter os preços sob controle. Atualmente, o centro da meta é de 3% ao ano, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na prática, isso significa que a inflação pode ficar entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja considerada descumprida. O centro, de 3%, é o ponto que o Banco Central busca alcançar.

Mas por que isso importa para você?

Quando a inflação está mais previsível e próxima da meta, fica mais fácil planejar o orçamento. Salários, preços e despesas tendem a sofrer menos com aumentos inesperados, ajudando as famílias a tomar decisões financeiras com mais segurança.

A inflação também influencia os juros. Quando os preços sobem de forma persistente, o Banco Central pode aumentar os juros para tentar desacelerar a economia e conter a inflação. Juros mais altos, por sua vez, encarecem empréstimos e financiamentos.

Por isso, mesmo que você não acompanhe o mercado financeiro, a meta de inflação ajuda a entender por que os preços e os juros estão subindo ou caindo e como isso pode afetar o seu orçamento.



Educação Financeira

Reserva de emergência: quanto guardar e onde deixar esse dinheiro

Uma boa referência é ter o equivalente a três a seis meses das despesas essenciais guardado para imprevistos. Quem tem renda mais instável pode optar por uma reserva maior.

O mais importante é que esse dinheiro esteja em investimentos de baixo risco e liquidez diária, para que possa ser acessado quando necessário. Tesouro Selic e CDBs com liquidez diária são alguns exemplos.

Depois de montar a reserva, fica mais fácil direcionar o dinheiro para objetivos de médio e longo prazo.

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