Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

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Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

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Foto: Shutterstock/casa.da.photo

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O Ibovespa teve nesta semana o melhor começo de ano desde 2012, com desempenho superior ao observado em anos de forte valorização, como 2017, 2018 e 2019, e em contraste com o início negativo registrado em 2024. O movimento reflete uma mudança relevante de fluxo no mercado acionário brasileiro, impulsionada principalmente pela entrada consistente de capital estrangeiro. 

O aumento das incertezas geopolíticas e comerciais envolvendo os Estados Unidos levou investidores a reduzir exposição a ativos americanos e a buscar alternativas consideradas relativamente menos expostas a esses riscos, como o Brasil. A recente sinalização de recuo do presidente Donald Trump em relação a ameaças tarifárias contra a União Europeia, além da suavização do discurso sobre a Groenlândia, contribuiu para aliviar as tensões e dar suporte aos mercados globais ao longo da semana. 

Nesse contexto de forte avanço do índice, algumas ações se destacaram entre as maiores altas, impulsionadas por revisões de recomendação, expectativas de resultados e anúncios corporativos, enquanto outros papéis registraram quedas pontuais, refletindo ajustes técnicos e cautela dos investidores diante de fundamentos específicos. 
 
Altas:  


Cogna (COGN3) lidera as altas da semana, com valorização de 20,16%, após o BTG Pactual elevar a recomendação do papel de neutra para compra. O banco destacou o potencial de geração de resultados da companhia e revisou o preço-alvo de R$ 4 para R$ 5 por ação, o que implica um potencial de valorização de cerca de 40%, mesmo após a forte alta registrada em 2025. 

C&A (CEAB3) avança 19,56% na semana, em movimento interpretado pelo mercado como recuperação técnica, após figurar entre as maiores quedas do índice na semana anterior. O cenário de queda gradual dos juros, estímulos fiscais moderados e normalização do crédito ao consumo favorece empresas dependentes de volume, como o varejo de vestuário. Além disso, a consolidação de regras sobre importações de baixo valor reduziu a concorrência de plataformas estrangeiras, beneficiando redes nacionais com operação física e logística local. 

Braskem (BRKM53) acumula valorização de 16,18% na semana, impulsionada pelos avanços nas negociações de um acordo que prevê um modelo de co-controle entre Petrobras e IG4. A expectativa de fortalecimento da governança corporativa, com a possível indicação de Magda Chambriard para a presidência do conselho de administração, reforçou o otimismo dos investidores.

Vivo (VIVT3) sobe 13,98% na semana, impulsionada pela decisão da Telefônica Brasil de aprovar uma redução de capital social de R$ 4 bilhões, com pagamento aos acionistas previsto até 31 de julho de 2026. A operação será feita por meio de restituição em dinheiro, sem cancelamento de ações, refletindo a forte posição de caixa, o baixo endividamento e a geração consistente de caixa da companhia em um mercado considerado maduro. 

Banco do Brasil (BBAS3) registra alta de 13,62% na semana após divulgar, em fato relevante, o cronograma de remuneração aos acionistas para o exercício de 2026. O banco aprovou um payout de 30%, com pagamentos via dividendos e juros sobre o capital próprio, percentual definido com base nos resultados, na condição financeira, na gestão de riscos e nas perspectivas de mercado. 


Baixas:  

 
 
RD Saúde (RADL3) recuou 1,39% na semana, apesar do cenário favorável para vendas de medicamentos à base de GLP-1. Segundo o Bradesco BBI, as vendas mais do que dobraram desde o lançamento do Mounjaro em maio de 2025, criando uma base de comparação mais fraca no primeiro semestre de 2026, com expectativa de novo impulso no segundo semestre com a chegada de genéricos de semaglutida. 

Raízen (RAIZ4) recuou 1,22% na semana, sem um fator específico identificado para o movimento. Analistas destacam, no entanto, o alto nível de alavancagem e a tendência negativa dos papéis, em um contexto de petróleo sem expectativa de recuperação relevante. No início do mês, a companhia anunciou a incorporação da subsidiária Raízen Centro-Sul Comercializadora, com o objetivo de simplificar sua estrutura de capital e operacional. 
 
Com o forte avanço do Ibovespa e a intensificação do fluxo estrangeiro, o desempenho da semana reforça o apetite do mercado por ações brasileiras no início de 2026. Ainda assim, o movimento foi marcado por diferenciação entre papéis, com altas sustentadas por fatores específicos e quedas pontuais ligadas a fundamentos e ajustes técnicos, indicando um ambiente seletivo para os investidores nas próximas semanas. 

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