Ibovespa abre próximo à estabilidade cenário externo no radar

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Ibovespa abre próximo à estabilidade cenário externo no radar

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Foto:Shutterstock/NikoNomad

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O Ibovespa abre nesta sexta-feira (19) em oscilando próximo a estabilidade aos 168.196 pontos, após o cancelamento do encontro entre Estados Unidos e Irã que estava previsto para ocorrer na Suíça. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, desistiu da viagem na véspera, enquanto o governo iraniano também optou por não enviar uma delegação a Genebra, em um movimento que amplia as incertezas sobre o cronograma para o encerramento do conflito no Oriente Médio.O cenário foi agravado por novos ataques israelenses no Líbano, uma escalada que contraria diretamente uma das 14 medidas previstas no memorando de entendimentos assinado eletronicamente entre as duas potências nesta semana. Com isso, os investidores seguem monitorando os desdobramentos geopolíticos e seus potenciais impactos sobre os mercados globais.

No campo corporativo, três empresas brasileiras anunciaram distribuição de proventos. A Embraer (EMBJ3) aprovou o pagamento de R$ 200 milhões em juros sobre capital próprio referentes ao segundo trimestre, o equivalente a R$ 0,280964 por ação. As Lojas Renner (LREN3) seguiram o mesmo caminho, aprovando a distribuição de R$ 220,4 milhões em JCP, a R$ 0,229299 por ação. Já a Cemig (CMIG4) aprovou R$ 630,5 milhões em juros sobre capital próprio, equivalente a R$ 0,22 por ação, com pagamento previsto em duas parcelas até 2027 para acionistas posicionados até 23 de junho, no pregão suas ações registram alta de 0,38%, 0,58% e 0,84%, respectivamente.

O cenário mais delicado fica por conta da Braskem (BRKM5). A petroquímica e seu novo controlador, o fundo IG4 Capital, enfrentam dificuldades para reunir o apoio mínimo de um terço dos credores necessário para iniciar uma reestruturação extrajudicial. Os credores resistem ao plano apresentado porque ele prevê tratamento desigual entre detentores de títulos de curto e longo prazo, e não contempla injeção de capital nem conversão de dívida em ações, ponto central das exigências do mercado. A Petrobras, acionista minoritária relevante, e a própria IG4 têm se mostrado relutantes em aportar recursos, o que aumenta as chances de a empresa recorrer a uma tutela judicial de emergência caso não avance nas negociações, seus papéis registram queda de 7,72%.

Por volta das 10h35, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Cyrela (CYRE3): +2,03%

• Suzano (SUZB3): +1,79%

• PetroRecôncavo (RECV3): +1,60%


Baixas

• Braskem (BRKM5): -7,72%

• RaiaDrogasil (RADL3): -0,85%

• Marfrig (MBRF3): -0,84%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 19/06 às 10h35

• Segunda-Feira (15): -0,42%

• Terça-Feira (16): -0,45%

• Quarta-Feira (17): -0,70%

• Quinta-Feira (18): -0,10%

• Sexta-Feira (19): -0,05%

• Na semana*: -1,72%

• Em junho*: -3,22%

• No 2°tri./26*: -10,28%

• Em 12 meses*: +21,25%

• Em 2026*: +4,39%

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