Ibovespa abre em alta repercutindo indicadores econômicos e decisão do Fed

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Ibovespa abre em alta repercutindo indicadores econômicos e decisão do Fed

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Foto: Shutterstock/My Portfolio

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O Ibovespa abre, em alta de 0,43%, aos 174.640 pontos, após o Federal Reserve manter os juros inalterados decisão recebida com certa decepção, já que três dirigentes defenderam alta de 0,25 ponto percentual e o presidente do BC americano, Kevin Warsh, não deu sinais claros em coletiva, levando o rendimento do Treasury de 30 anos à máxima em 19 anos.

No front doméstico, a taxa de desemprego (Pnad Contínua) ficou em 5,4% em junho, dentro do esperado e abaixo dos 5,6% de maio, num mercado de trabalho ainda aquecido mas com sinais de moderação no crescimento da renda, segundo economistas, para o C6 Bank, o Copom deve fazer uma pausa no ciclo de cortes de juros em breve, dado o viés de alta nos riscos para a inflação; já o Inter destaca que a renda real não repõe as perdas inflacionárias do trimestre pela terceira leitura seguida. O IGP-M de julho teve deflação de 1,16%, mais forte que os 1,09% esperados. Após o fechamento, Vale, Multiplan e EcoRodovias divulgam os resultados do segundo trimestre.

No radar corporativo, a Ambev (ABEV3) teve receita e Ebitda abaixo das expectativas no segundo trimestre, mas o lucro líquido ajustado somou R$ 3,4 bilhões, alta de 23,3% ante um ano, impulsionado por efeitos financeiros analistas avaliam que o impacto da Copa do Mundo sobre os volumes foi menor do que o temido, e a ação varia negativamente em 2,96% no pregão. Já o Santander Brasil (SANB11), que despencou 7,37% na véspera após balanço fraco no 2º tri, voltou a ser destaque: o JPMorgan cortou a recomendação do papel para neutra, reduziu as estimativas de lucro e passou a projetar retorno sobre patrimônio próximo ou abaixo do custo de capital nos próximos anos; a ação registra queda de 0,90%.

Já a CSN (CSNA3) planeja emitir US$ 1 bilhão em títulos de dívida no exterior para rolar vencimentos de 2028, buscando melhorar o perfil financeiro em meio a um rebaixamento de nota pela Moody’s e à pressão de liquidez, ao mesmo tempo em que segue vendendo ativos para desalavancar o balanço, com isso o papel registra queda de 0,19%. O Bradesco (BBDC4), por sua vez, teve o conselho aprovar um aumento de capital de até R$ 10 bilhões por meio de emissão de novas ações, com compromisso de subscrição de até R$ 8 bilhões pelos controladores, além da antecipação de pagamentos de juros sobre capital próprio deliberados em março e junho, no valor total de R$ 6,5 bilhões, para 15 de setembro e registra queda de 2,74% no pregão.

Por volta das 10h50, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Motiva (MOTV3): +3,39%

• Axia (AXIA3): +2,58%

• C&A Modas (CEAB3): +2,52%


Baixas

• Usiminas (USIM5): -3,25%

• Ambev (ABEV3): -2,96%

• Bradesco (BBDC3): -2,74%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 30/07 às 10h50

• Segunda-Feira (27): +0,74%

• Terça-Feira (28): +0,70%

• Quarta-Feira (29): -1,52%

• Quinta-Feira (30): +0,43%

• Na semana*: +0,34%

• Em julho*: +1,52%

• No 3°tri./26*: +1,52%

• Em 12 meses*: +30,34%

• Em 2026*: +8,39%

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