Ibovespa abre em alta com inflação abaixo do esperado e temporada de balanços

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Ibovespa abre em alta com inflação abaixo do esperado e temporada de balanços

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Foto:Shutterstock/motioncenter

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O Ibovespa abre nesta terça-feira (28) em alta de 0,92%, aos 176.955 pontos, impulsionado pelo IPCA-15: o indicador subiu apenas 0,06% em julho, bem abaixo dos 0,19% esperados pelo mercado, e a taxa acumulada em 12 meses recuou a 4,52%. No exterior, o Brent perde mais de 2%, em meio à trégua entre Estados Unidos e Irã, com Omã propondo a Teerã um mecanismo regional para a gestão do Estreito de Ormuz, inspirado no modelo do Estreito de Malaca. Os mercados globais de tecnologia seguem pressionados depois que uma reportagem do The Information revelou que a China já fabrica internamente máquinas de litografia ultravioleta profunda, tecnologia até então dominada pela holandesa ASML, provocando forte venda de ações de semicondutores, o Kospi, da Coreia do Sul, chegou a tombar quase 11% e teve os negócios suspensos temporariamente. Os mercados também aguardam a decisão de juros do Federal Reserve amanhã.

No cenário doméstico, o Banco Central informou que o Brasil registrou déficit em conta corrente de US$ 2,33 bilhões em junho, abaixo do US$ 2,45 bilhões esperado pelo mercado, com o investimento direto no país somando US$ 9,075 bilhões, acima da projeção de US$ 5,0 bilhões. A Petrobras (PETR4) divulga seu relatório de produção e vendas do trimestre após o fechamento do mercado, com isso as ações registram alta de 0,49%.

No radar corporativo, a Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, reportou lucro líquido de R$ 1,573 bilhão no segundo trimestre, alta de 17% na comparação anual, com receita líquida de R$ 15,757 bilhões, avanço de 7,6%; a receita de serviços móveis cresceu 6,6%, superando concorrentes, com isso a ação registra queda de 3,81% no pregão. Já a TIM Brasil (TIMS3) reportou lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bilhão no trimestre, alta de 6,2% ante um ano antes e em linha com as projeções, resultado que refletiu o crescimento da receita com internet móvel e fixa somado à manutenção de custos sob controle; o papel oscila negatuvamente em 4,37% no pregão.

Já a CSN (CSNA3) avança no processo de venda de sua operação de cimentos, com propostas vinculantes esperadas para 7 de agosto; a Votorantim Cimentos se uniu à italiana Cementir Holding em uma das frentes, enquanto a chinesa Huaxin desponta como concorrente, com diligência detalhada em andamento, segundo apuração da Broadcast; a ação registra queda de 1,23% no pregão. Por fim, a S&P Global Ratings alterou a perspectiva do rating da Natura (NATU3) de estável para negativa, citando custos de transformação, entraves operacionais e desafios na integração com a Avon; a agência manteve a nota brAAA, mas alertou para pressão sobre a rentabilidade e a geração de caixa da companhia no curto prazo; o papel registra queda de 0,35%.

Por volta das 10h37, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Axia (AXIA3): +2,85%

• Vibra (VBBR3): +2,81%

• Auren (AURE3): +2,47%


Baixas

• TIM (TIMS3): -4,37%

• Telefônica (VIVT3): -3,81%

• CSN (CSNA3): -1,23%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 28/07 às 10h37

• Segunda-Feira (27): +0,74%

• Terça-Feira (28): +0,92%

• Na semana*: +1,67%

• Em julho*: +2,87%

• No 3°tri./26*: +2,87%

• Em 12 meses*: +33,93%

• Em 2026*: +9,82%

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