Capital estrangeiro dispara em janeiro e já supera todo o fluxo de 2025

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Foto: Shutterstock/Allexxandar

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Janeiro de 2026 começou de forma excepcional para o mercado brasileiro. Em apenas um mês, o fluxo de capital estrangeiro para a B3 superou todo o volume registrado ao longo de 2025, sinalizando uma mudança relevante na percepção do investidor internacional sobre a Bolsa brasileira. O saldo líquido somou R$ 26,314 bilhões, acima dos R$ 25,473 bilhões acumulados nos doze meses do ano anterior, desconsiderando ofertas públicas iniciais (IPOs) e operações de follow-on.

Trata-se do maior fluxo mensal de capital estrangeiro desde 2021, com uma consistência pouco comum. Após apenas dois pregões iniciais de saída líquida, todas as demais sessões do mês registraram entrada de recursos. O ápice ocorreu em 21 de janeiro, quando o saldo positivo superou R$ 3,583 bilhões, o maior desde maio de 2025, impulsionando uma alta de 3,33% do Ibovespa em um único pregão, a maior em quase três anos.

O volume financeiro negociado reforça a intensidade do movimento. As compras realizadas por investidores estrangeiros atingiram R$ 421,4 bilhões no mês, o maior nível desde março de 2021, enquanto as vendas somaram R$ 395,1 bilhões. O comportamento indica uma atuação ativa, com rotação de posições e ajustes de portfólio em um ambiente de elevada liquidez.

Esse fluxo extraordinário foi o principal motor da valorização do Ibovespa, que avançou 12,56% no mês, registrando o melhor desempenho em janeiro em quase duas décadas e a maior alta mensal em pontos da história do índice. O resultado consolidou o sexto mês consecutivo de ganhos da Bolsa, que acumula valorização superior a 36% desde agosto de 2025.

O movimento de janeiro está inserido em um contexto mais amplo de rotação global de portfólios. Diante das incertezas geopolíticas e dos valuations elevados nos Estados Unidos, investidores internacionais passaram a reduzir a exposição a ativos americanos e a direcionar recursos para mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil se destacou por combinar uma bolsa líquida e ativos ainda negociados a preços considerados atrativos em termos históricos.

Ao encerrar janeiro acima dos 180 mil pontos, o Ibovespa reforçou a percepção de que 2026 começou em um novo patamar para o mercado brasileiro. O fato de um único mês já ter superado o fluxo de um ano inteiro sugere que o movimento vai além de alocações pontuais e pode marcar uma inflexão relevante no comportamento do capital estrangeiro na B3.

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