Ásia fecha mista com juros dos EUA em alta; Europa opera mista com tensão no Oriente Médio

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Os mercados asiáticos fecham nesta terça-feira (18) em direções mistas, sob pressão da disparada dos juros dos títulos públicos americanos de longo prazo e da escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 2,45%, o Hang Seng (Hong Kong) em alta de 0,07%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,19% e o Kospi (Coreia do Sul) em queda de 1,55%. O rendimento do título americano de 30 anos bateu 5,32%, o maior nível em 19 anos, pressionando os ativos de risco na região. Em paralelo, a trégua entre Estados Unidos e Irã expirou sem acordo, com Teerã assumindo postura mais ofensiva, o que elevou o petróleo Brent para a faixa de US$ 91 o barril e aumentou a aversão a risco. Na Coreia do Sul, investidores estrangeiros voltaram a comprar ações pela quinta sessão seguida, com o won se fortalecendo, movimento que ajudou a conter perdas maiores no mercado local.

No radar corporativo, a Samyang Foods (003230.KS) reportou lucro operacional 47% maior no segundo trimestre na comparação anual, impulsionado pelo forte crescimento das vendas no exterior; com isso, o papel fecha o pregão em alta de 5,12%.

Já a Nongshim (004370.KS), que também superou as expectativas com lucro operacional 48% maior no mesmo período, viu suas ações recuarem 4,23% no pregão de hoje, em meio a preocupações do mercado com a desaceleração das exportações de ramen do setor.

Os mercados europeus operam nesta terça-feira (18) majoritariamente em queda no início do pregão, em meio à escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã e à disparada do petróleo. O FTSE 100 (Reino Unido) opera praticamente estável, com alta de 0,08%, o DAX (Alemanha) em queda de 0,41% e o CAC 40 (França) em queda de 0,43%. A trégua entre Washington e Teerã expirou sem acordo, com o Irã adotando postura mais ofensiva, o que levou o petróleo Brent à máxima desde 30 de julho, próximo de US$ 91,50 o barril, e reforçou apostas de que os bancos centrais europeus terão menos espaço para cortar juros neste outono. Ainda assim, indicadores de sentimento surpreenderam para cima: o ZEW alemão de agosto veio em 34,2 pontos, acima da expectativa de 30,1, e o ZEW da Zona do Euro veio em 31,4 ante 25,9 esperados. De olho no restante do pregão, o mercado aguarda um discurso do membro do BCE Philip Lane.

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