Ásia e Europa mistas, entre expansão de montadoras chinesas no exterior e reestruturação no setor automotivo alemão

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Os mercados asiáticos fecham nesta sexta-feira (4) majoritariamente em alta. O Nikkei 225 (Japão) fecha em alta de 1,26%, o Hang Seng (Hong Kong) em alta de 1,74%, o Shanghai Composite (China continental) em queda de 0,30% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 1,64%. Na China continental, o saldo de ações compradas com margem caiu para 2,62 trilhões de yuans, 13% abaixo da máxima histórica de 25 de junho, em meio à alta dos juros dos Treasuries americanos a máximas de 20 meses e à sinalização do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, de que pode haver nova alta de juros caso a inflação não ceda.

No radar corporativo, a Xiaomi (1810.HK) anunciou, na feira IFA em Berlim, que começará a vender carros elétricos na Europa a partir do próximo ano, com acordos já assinados com oito grupos de concessionárias na Alemanha; as ações fecham o pregão em alta de 3,64%.

Os mercados europeus operam nesta sexta-feira (4) em direções mistas no início do pregão. O FTSE 100 (Reino Unido) opera praticamente estável, com leve queda de 0,01%, o DAX (Alemanha) em alta de 0,22% e o CAC 40 (França) em queda de 0,20%. Os pedidos à indústria alemã de julho surpreenderam para cima, com alta de 2,5% na comparação mensal, ante expectativa de 0,3%, enquanto as vendas no varejo da zona do euro no mesmo mês decepcionaram, com queda de 0,6% ante expectativa de alta de 0,3%. O PMI de construção do Reino Unido de agosto veio em 44,3 pontos, abaixo da previsão de 45,8 e ainda em zona de contração. O clima comercial entre Reino Unido, União Europeia e Estados Unidos também voltou ao radar depois que o representante comercial americano, Jamieson Greer, criticou o alinhamento britânico às regras europeias, justamente quando o novo premiê Andy Burnham sinaliza aproximação com Bruxelas. De olho no restante do pregão, o mercado acompanha os discursos do presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e do membro do BCE Philip Lane.

No radar corporativo, a Volkswagen (VOW3.DE) teve o conselho de administração aprovando o corte de mais 50 mil empregos, elevando o total para 100 mil até o fim da década na maior reestruturação da história da montadora, com o futuro das fábricas de Hannover, Emden, Zwickau e Neckarsulm ainda incerto; as ações operam em alta de 2,12% no pregão de hoje.

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