Ásia e Europa têm dia de perdas, com Kospi recuando 3,73% e cenário político francês no foco

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Os mercados asiáticos fecham nesta terça-feira (20) em direções mistas, com predominância de queda, com Hong Kong de volta após o feriado de Chung Yeung. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 1,30%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 1,32%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,12% e o Kospi (Coreia do Sul) em queda de 3,73%, aos 5.552,74 pontos, enquanto o Taiex (Taiwan) cai 1,13%. Em Seul, o Kosdaq fechou em queda de 3,33%, a 781,97 pontos, com estrangeiros e instituições vendendo juntos 1,5355 trilhão de won, em meio à incerteza sobre a rentabilidade dos investimentos em inteligência artificial, à alta global dos juros e ao won mais forte. Na China, a taxa básica de juros para empréstimos (LPR) foi mantida em 3,00% para um ano e em 3,50% para cinco anos, em linha com a previsão, e o ministro das Finanças, Lan Fo’an, pediu, na reunião de ministros de Finanças da Apec em Hong Kong, mais coordenação e políticas internas robustas para evitar efeitos negativos de ajustes de política em meio à forte incerteza internacional. No Japão, a balança comercial de setembro sai ainda hoje, com previsão de déficit de ¥ 181,0 bilhões.

No radar corporativo, a SK Hynix (000660.KS) fechou em queda de 4,23%, em meio à polêmica sobre a listagem nos Estados Unidos da Solidigm, sua subsidiária, que o presidente do órgão regulador financeiro da Coreia disse ser considerada conflitante com as regras de dupla listagem.

Os mercados europeus operam nesta terça-feira (20) em queda, depois de abrirem com perdas leves, em um dia em que o orçamento francês segue no centro das atenções. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em queda de 0,57%, o DAX (Alemanha) em queda de 0,76% e o CAC 40 (França) em queda de 0,73%. Os protestos na França pesam sobre o sentimento e jogam luz sobre as finanças insustentáveis da segunda maior economia da Europa, com pelo menos 3.000 lojas danificadas, o dobro do dia anterior. O petróleo sobe, com o Brent perto de US$ 110 o barril e o WTI acima de US$ 104, depois de o primeiro vice-presidente do Irã dizer que o país não tem escolha a não ser exercer soberania sobre o Estreito de Hormuz. No Reino Unido, a taxa de desemprego de agosto caiu para 4,7%, abaixo dos 4,9% previstos, e o emprego subiu 102 mil na média de três meses, contra previsão de 20 mil; na Alemanha, o índice de preços ao produtor de setembro subiu 6,7% na comparação anual, acima dos 6,3% previstos, e o índice ZEW de sentimento econômico de outubro ficou em 28,1 pontos, abaixo dos 30,2 previstos e dos 34,7 do mês anterior.

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