Ásia e Europa em queda com disparada dos juros americanos pressionando o mercado global

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Foto: Shutterstock/BEST-BACKGROUNDS

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Os mercados asiáticos fecham nesta terça-feira (15) em queda. O Nikkei 225 (Japão) fecha praticamente estável, com leve queda de 0,01%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 1,00%, o Shanghai Composite (China continental) em queda de 0,54% e o Kospi (Coreia do Sul) em queda de 0,85%. Segundo a Seoul Economic Daily, o rendimento do título de 10 anos dos Estados Unidos rompeu a marca de 5% durante o pregão, o maior nível desde julho de 2007, pressionado pela alta do petróleo ligada ao conflito no Oriente Médio; o mercado já trata como praticamente certa uma alta simultânea de juros do Federal Reserve e do Banco do Japão neste mês, a primeira ação conjunta desse tipo em 20 anos.

No radar corporativo, a Yushu Technology (688836.SS), fabricante de robôs conhecida como Unitree, segue pressionada depois de acumular queda de 44% desde a estreia na bolsa; as ações fecham o pregão em queda de 0,04%.

Os mercados europeus operam nesta terça-feira (15) em direções mistas no início do pregão. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em queda de 0,20%, o DAX (Alemanha) praticamente estável, com leve alta de 0,01%, e o CAC 40 (França) em queda de 0,23%. O rendimento do Treasury de 10 anos dos Estados Unidos subiu a 5,014%, chegando a bater 5,041% durante o pregão, o maior nível desde 2007, pressionado pela venda de títulos às vésperas da decisão do Federal Reserve o mercado já precifica mais de 92% de chance de alta de 0,25 ponto percentual; o título de 30 anos também subiu, para 5,381%. No Reino Unido, a taxa de desemprego de julho ficou em 4,9%, melhor do que a expectativa de 5,0%, mas o número de novos pedidos de auxílio-desemprego em agosto veio bem acima da expectativa, em 27,8 mil ante previsão de 8,3 mil. Na França, a inflação ao consumidor de agosto veio em linha com o esperado, em alta de 0,7% na comparação mensal.

No radar corporativo, o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, se reuniu com o presidente-executivo do UniCredit para exigir garantias sobre o futuro do Commerzbank (CBK.DE), à medida que o banco italiano se aproxima de assumir o controle do concorrente alemão, com participação próxima de 50%.

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