Ibovespa abre o pregão em alta com foco em geopolítica, dados e agenda corporativa

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Fonte: Shutterstock/Sittipong Phokawattana

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O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (8) em alta, avançando 0,29%, aos 162.449 pontos. O mercado opera com cautela em meio ao aumento das tensões geopolíticas internacionais, enquanto investidores monitoram a divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos e no Brasil, além de uma agenda corporativa relevante. 

No cenário externo, a percepção de risco foi intensificada após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na destituição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O ambiente geopolítico tornou-se ainda mais sensível diante de declarações do governo norte-americano envolvendo possíveis ações sobre a Groenlândia e a Colômbia. Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva suspendendo o apoio do país a 66 organizações, agências e comissões internacionais, incluindo o tratado das Nações Unidas que regula as negociações climáticas globais. 

Na agenda macroeconômica, os Estados Unidos divulgaram dados da balança comercial. O déficit de bens e serviços foi de US$ 29,4 bilhões em outubro, recuo de US$ 18,8 bilhões em relação ao déficit de US$ 48,1 bilhões registrado em setembro. No período, as exportações somaram US$ 302 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 331,4 bilhões. 

No Brasil, os investidores repercutem os números da produção industrial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção ficou estável em novembro frente a outubro, em linha com a mediana das estimativas do mercado. Na comparação anual, houve queda de 1,2%, resultado pior do que a mediana das projeções, que indicava recuo de 0,5%. 

As atenções também se voltam aos desdobramentos do caso Master. O ministro-relator no Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, deve recuar da inspeção in loco no Banco Central ao menos até o fim do recesso da Corte, que retoma os trabalhos no próximo dia 16. Paralelamente, a Polícia Federal avalia a abertura de inquérito para investigar ataques coordenados ao Banco Central após a liquidação do Banco Master. O recuo temporário do TCU tende a aliviar, no curto prazo, a pressão sobre a autoridade monetária. 

No noticiário corporativo, o Conselho de Administração da Dexco (DXCO3) aprovou a celebração de um acordo de acionistas com um investidor institucional, que irá subscrever 100% das novas ações preferenciais a serem emitidas pela Jatobá Florestal, controlada indireta da companhia. O aporte, de aproximadamente R$ 200 milhões, dará ao investidor uma participação minoritária na sociedade de propósito específico voltada à exploração e comercialização de ativos florestais. 

Já a EspaçoLaser (ESPA3) informou que deverá adotar medidas para reenquadrar o valor de suas ações, caso os papéis não se mantenham acima de R$ 1 por 30 pregões consecutivos entre 6 de janeiro e 18 de fevereiro de 2026. O prazo limite para o reenquadramento é 18 de março de 2026. 

Ainda no radar, o Ministério Público do Amapá solicitou informações urgentes ao Ibama e à Petrobras (PETR4) sobre o vazamento de fluido biodegradável ocorrido no último fim de semana durante a perfuração de um poço na bacia da Foz do Amazonas. 

No mercado de commodities, os preços do petróleo avançam, com investidores avaliando novas medidas dos Estados Unidos para ampliar o controle sobre a Venezuela, incluindo planos relacionados à gestão futura das exportações de petróleo bruto e à apreensão de petroleiros sancionados. O petróleo Brent subia 1,15%, a US$ 60,65 o barril. Já o minério de ferro encerrou o pregão em queda na China, interrompendo uma sequência de quatro altas, com realização de lucros diante de temores de intervenção governamental. O contrato negociado em Dalian recuou 0,37%, a 813 iuanes (US$ 116,19). 

Por volta das 10h46, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• CPFL Energia (CPFE3): +3,27%

• Embraer (EMBJ3): +2,74%

• Axia (AXIA3): +2,36%


Baixas

• Hypera (HYPE3): -2,71%

• CSN (CSNA3): -1,93%

• Vale (VALE3): -1,65%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 08/01 às 10h46

• Segunda-Feira (05): +0,83%

• Terça-Feira (06): +1,11%

• Quarta-Feira (07): -1,03%

• Na semana*: +1,19%

• Em janeiro*: +0,82%

• No 1°tri./26*: +0,82%

• Em 12 meses*: +35,80%

• Em 2026*: +0,82%

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