Bolsa brasileira sofre maior queda desde dezembro de 2025

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Foto: Shutterstock/Lemonsoup14

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O Ibovespa encerrou a terça-feira (3) em forte queda de 3,28%, aos 183.105 pontos, registrando sua maior baixa desde dezembro do ano passado, em meio ao aumento da aversão ao risco global provocado pela escalada do conflito no Oriente Médio.

As tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel ampliaram os temores sobre o fornecimento global de energia, com foco no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O risco de interrupções elevou o prêmio de risco e impulsionou o petróleo, que chegou a subir 8% durante o dia e encerrou com alta próxima de 5% tanto no Brent quanto no WTI.

O ambiente defensivo pressionou bolsas globais e atingiu com mais intensidade o mercado brasileiro, diante da saída de capital estrangeiro e do peso das ações cíclicas. Papéis de maior liquidez lideraram as perdas, com Itaú Unibanco (ITUB4; -3,35%), Bradesco (BBDC4; -4,76%) e Banco do Brasil (BBAS3; -4,17%) em queda. A Vale (VALE3) também recuou 4,17%, enquanto a Petrobras (PETR4) caiu 0,44% mesmo com a alta do petróleo, refletindo o predomínio do fluxo vendedor sobre os fundamentos.

Entre as poucas altas do índice, destaque para Raízen (RAIZ4; +6,15%) e Braskem (BRKM5; +3,24%). Na ponta negativa, o GPA (PCAR3; -17,78%) registrou sua maior queda desde maio de 2025 após o rebaixamento de rating pela Fitch, em meio a preocupações com liquidez e refinanciamento. O movimento marcou ainda a maior queda de uma ação do Ibovespa desde o tombo de 42,21% da Hapvida (HAPV3) em novembro de 2025.

No cenário doméstico, indicadores relevantes ficaram em segundo plano. O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, o ritmo mais fraco desde 2020, enquanto o Caged mostrou criação líquida de 112 mil vagas em janeiro, acima das expectativas.

A disparada do petróleo reacendeu temores inflacionários e aumentou as incertezas sobre o ritmo de cortes da Selic. Embora o mercado ainda projete redução de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom, cresceu a percepção de que o ciclo pode ser mais gradual caso os preços de energia permaneçam elevados.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Raízen (RAIZ4): +6,15%

• Braskem (BRKM5): +3,24%


Baixas

• Pão de Açúcar (PCAR3): -17,78%

• Yduqs (YDUQ3): -7,00%

• Assaí (ASAI3): -6,49%

• CSN (CSNA3): -6,06%

• BTG (BPAC11): -5,86%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (03/03):

• Segunda-Feira (02): +0,28%

• Terça-Feira (03): -3,28%

• Na semana: -3,01%

• Em fevereiro: -3,01%

• No 1°tri./26: +13,64%

• Em 12 meses: +49,11%

• Em 2026: +13,64%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -0,83%

• Nasdaq: -1,02%

• S&P 500: -0,94%


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