Dezembro registrou nova baixa do Ibovespa: -2,71%, só não ficando atrás do Dólar, do Euro e do Ouro. Aliás, Dólar e Euro registraram baixas significativas no mês: -4,06% e -4,42%, respectivamente. Com isto, os fundos cambiais apresentaram prejuízo, só não pior do que as perdas apresentadas pelos fundos de Vale, Petrobrás e Cielo.

No mercado de renda fixa, os títulos prefixados e indexados ao IPCA tiveram bons ganhos com o recuo das taxas de juros, por conta de uma expectativa de maior aceleração na redução da taxa Selic. O Tesouro IPCA+ 2035 valorizou 4,13% no mês, seguido do Tesouro Prefixado com 3,36%. Já o CDI obteve ganho de 1,12%, enquanto a poupança rendeu apenas 0,69% (0,88%, se corrigido pela alíquota de IR de 22,5%).

 

Melhores investimentos dezembro 2016

Melhores investimentos dezembro 2016
*Considerando alíquota de IR de 22,5%

 

No caso dos títulos públicos, incluímos apenas o Tesouro Selic (LFT), Tesouro Prefixado (LTN) e o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal), por serem os títulos mais negociados pelas pessoas físicas. Para facilitar a comparação, as seguintes hipóteses foram assumidas:

- Preços utilizados são os divulgados no site do Tesouro Nacional;

- Rentabilidade líquida (descontada) da taxa de custódia de 0,30% ao ano;

- As rentabilidades apresentadas não consideram taxa de corretagem (entre 0 e 2%) normalmente cobrada pelas corretoras.

- As rentabilidades apresentadas foram calculadas considerando-se o spread de compra e venda divulgado no site do Tesouro Direto.

No caso de LCI e LCA, e da poupança, as rentabilidades são apresentadas acrescidas do Imposto de renda sob a alíquota de 22,5% (cobrada para investimentos com prazo de até 180 dias). O motivo disto é permitir uma comparação justa entre todos estes investimentos, uma vez que as rentabilidades de LCI, LCA e poupança são isentas de imposto de renda para os investidores pessoa física. As rentabilidades dos investimentos não-isentos de IR apresentados no gráfico acima e nas tabelas a seguir estão sem o desconto do imposto de renda, ou seja, apresentam o rendimento bruto.

 

Em relação aos fundos de investimento, listamos apenas aqueles com as seguintes características:

- Distribuídos pelos cinco maiores bancos de varejo do País (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander), pois são as instituições em que a maior parte dos pequenos investidores aplica;

- Estão abertos para aplicação inicial. Fundos que estejam fechados para captação, isto é, que não aceitam novas aplicações, não foram incluídos;

- Aceitam aplicações de pessoas físicas e que não sejam oferecidos exclusivamente aos clientes do segmento de Private Bank (grandes fortunas).

Apresentamos os fundos por categoria (DI, renda fixa, multimercado, ações setoriais, ações não-setoriais, cambiais e curto prazo) e, dentro de cada categoria, separamos os fundos em 3 grupos de acordo com o valor de aplicação inicial. Na primeira coluna (“Pos. Geral”), mostramos a posição do fundo dentro da categoria independentemente do valor de aplicação inicial. Na segunda coluna (“Pos.”) é exibida a posição dentro do grupo de aplicação inicial. Na última coluna é apresentado o rendimento em % de CDI, exceto para os fundos de ações e fundos cambiais, onde é apresentada a diferença de rentabilidade relativa ao indexador: Ibovespa para fundos de ações e Dólar ou Euro para os fundos cambiais.

 

Fundos DI

Dos 40 fundos da amostra, 36 renderam mais do que a poupança ajustada pelo IR de 22,5%, refletindo o patamar ainda elevado da taxa Selic, e nenhum superou o CDI. Fundos com taxa de administração igual ou abaixo de 1,0% ao ano obtiveram rentabilidade acima de 90% do CDI (ou 1,01 %). O problema é que, à exceção de um, estes fundos aceitam aplicações iniciais apenas a partir de R$ 20 mil ou mais. Já os fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano, estes tiveram rentabilidade abaixo de 82% do CDI (0,91%), quase todos perdendo da poupança ajustada pelo IR.

Melhores investimentos dez-16 – Fundos DI

Melhores investimentos dez-16 – Fundos DI

 

Fundos de Renda Fixa

De um total de 65 fundos, 64 superaram a poupança ajustada pelo IR de 22,5%, sendo que 19 conseguiram superar o CDI, e nenhum teve rentabilidade negativa. Os que obtiveram as melhores rentabilidades foram os que investem em títulos indexados ao IPCA, seguidos daqueles com investimentos em títulos prefixados.
Dentre os fundos que aceitam aplicação inicial de até R$ 1.000, a Caixa é o banco que oferece mais opções, com 11 fundos, e a maioria com taxas de administração de até 1,5% ao ano. Outro ponto a destacar é que dentre os 10 fundos de renda fixa mais rentáveis no mês (quase todos com taxa de administração igual ou menor do que 1,0% ao ano), 8 aceitam aplicações iniciais somente a partir de R$ 20 mil ou mais, evidenciando a dificuldade que o pequeno investidor tem para acessar melhores investimentos.

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de renda fixa

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de renda fixa

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de renda fixa

 

Fundos Multimercado

Neste mês, 28 de um total de 37 fundos apresentaram rentabilidade superior à poupança ajustada pelo IR de 22,5%. Em relação ao CDI, 25 fundos superaram esta taxa, e 5 tiveram prejuízo. Dentre os 10 fundos mais rentáveis no mês, 2 aceitam aplicações iniciais de até R$ 1 mil, outros 6 aceitam valores iniciais entre R$ 5.000 e R$ 10.000, e 2 permitem aplicações apenas a partir de R$ 50 mil ou R$ 100 mil.

Melhores investimentos dez-16 – Fundos multimercado

Melhores investimentos dez-16 – Fundos multimercado

 

Fundos de Curto Prazo

Dos 11 fundos desta categoria, apenas 6 superaram a poupança ajustada pelo IR de 22,5% e nenhum superou o CDI. O melhor fundo é exatamente o que cobra a menor taxa de administração, mas, por outro lado, só aceita aplicações iniciais a partir de R$ 50 mil. Os fundos com taxas de administração igual ou acima de 2,5% ao ano tiveram rentabilidade abaixo de 81% do CDI, um ganho muito baixo, tanto que todos eles perderam da poupança (ajustada pelo IR).

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de curto prazo

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de curto prazo

 

Fundos Cambiais

Com a desvalorização de -4,06% do Dólar (pela cotação de fechamento de mercado), os fundos cambiais atrelados a esta moeda acabaram apresentando perdas entre -3,78% e -4,15%. Quanto aos fundos cambiais em Euro, estes tiveram perdas maiores, em torno de -4,4%, acompanhando a baixa de -4,42% da própria moeda, pela cotação de fechamento de mercado.

Melhores investimentos dez-16 – Fundos cambiais

Melhores investimentos dez-16 – Fundos cambiais

 

Fundos de Ações Setoriais

Neste segmento, os fundos que investem preponderantemente em ações da Vale e da Petrobrás foram os que tiveram as maiores perdas, entre -7,15% e -8,52%. Na ponta oposta, aparecem os fundos BB Ações Energia e Caixa FI Ações Construção Civil, com ganhos de 3,54% e 1,70%, respectivamente. Na comparação com o Ibovespa, 15 dos 28 fundos da amostra apresentaram rendimento superior.

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de ações setoriais

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de ações setoriais

 

Fundos de Ações Não-Setoriais

Dos 48 fundos de ações não-setoriais da amostra, apenas 3 tiveram ganhos, sendo dois deles fundos de dividendos. Na ponta oposta, a maior perda foi de -3,70% (BB Ações Ibovespa Ativo). Na comparação com o Ibovespa, 28 fundos obtiveram ganhos superiores.

 

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de ações não-setoriais

Melhores investimentos dez-16 – Fundos de ações não-setoriais

 

Observações:

- Rentabilidades passadas não são garantia de resultados futuros;

- Rentabilidade dos fundos é líquida da taxa de administração, mas ainda sem desconto do imposto de renda;

- Rentabilidade da poupança, da LCI e da LCA foram acrescidas em 22,5% (alíquota de imposto de renda para aplicações de um a seis meses), para que estes produtos possam ser comparados aos demais investimentos. Vale lembrar que poupança, LCI e LCA são isentas de imposto de renda para pessoas físicas;

- As informações aqui apresentadas não caracterizam recomendações de investimento;

- As decisões de investimento são de responsabilidade total e irrestrita do leitor. O site não pode ser responsabilizado por prejuízos oriundos de decisões tomadas com base nas informações aqui apresentadas.