Com mais uma valorização mensal de 1,58% (preço de mercado) em dezembro, o dólar obteve ganho total de 48,49% em 2015. Desta forma, os fundos cambiais em dólares tornaram-se os investimentos mais rentáveis em nosso ranking, com ganhos de até 52,2% no ano. Outro investimento com ótimo desempenho foram os fundos de ações que investem em BDRs com rentabilidade de até 47,5%. Para comparar, o CDI rendeu “apenas” 13,23%, enquanto a poupança ajustada pelo IR ficou com ganho de 9,79% no ano.
Com a aceleração da inflação medida pelo IPCA, cujo limite superior de 6,5% da meta para 2015 já foi ultrapassada há muito tempo (em julho) e já acumula expectativa de alta de 10,74% para 2015, boa parte dos investimentos em renda fixa apresentou rendimento real negativo, pior ainda se levado em conta o pagamento do imposto de renda. Quanto aos fundos, apenas os fundos cambiais e alguns poucos fundos DI, de renda fixa, multimercados e de ações superaram o CDI.

 

Melhores investimentos 2015

Melhores investimentos 2015
*Alíquotas de imposto de renda (IR) utilizadas: 22,5% para o mês, 17,5% para o período de 2015, e 15% para os períodos de 24 e 36 meses.

 

No caso dos títulos públicos do Tesouro Direto, para facilitar a comparação e o entendimento, trabalhamos com as seguintes hipóteses:

- Inclusão apenas do Tesouro Selic (LFT), do Tesouro Prefixado (LTN) e do Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal), por serem os títulos mais negociados pelas pessoas físicas;

- Rentabilidade apresenta-se líquida (já descontada) da taxa de custódia de 0,30% ao ano;

- Preços utilizados são os divulgados no site do Tesouro Nacional, já se considerando o spread existente entre os preços de compra e de venda;

- As rentabilidades apresentadas não estão descontadas da taxa de administração cobrada pelas corretoras (entre 0 e 2%).

 

No caso da LCI, da LCA e da poupança, exibimos as rentabilidades acrescidas do Imposto de renda (de acordo com a alíquota do período analisado: 22,5% para o mês, 17,5% para 2015, e 15% para 24 e 36 meses). Isto foi feito para permitir uma comparação justa entre todos estes investimentos, uma vez que as rentabilidades de LCI, LCA e poupança são isentas de imposto de renda para os investidores pessoa física. Assim, os valores dos demais investimentos apresentados nas tabelas estão sem o desconto do imposto de renda.

 

As rentabilidades dos fundos estão apresentadas nas tabelas a seguir, separadas por categorias: DI, de Renda Fixa, Multimercado, de Ações (divididos em Setoriais, que investem em apenas uma empresa ou um setor da economia, e Não-Setoriais), Cambiais e de Curto Prazo. Dentro das categorias, ainda separamos os fundos por faixas de aplicação inicial: até R$ 1.000, de R$ 1.001 a R$ 10.000 e de R$ 10.001 a R$ 100.000. Os fundos estão classificados por ordem decrescente de rentabilidade em 2015, dentro de cada faixa. Como informações complementares, exibimos a posição dentro da faixa, a posição dentro da categoria, a taxa de administração, valor mínimo de aplicação inicial, e as rentabilidades no último mês e nos períodos de 12, 24, 36, 60 e 120 meses.

 

A amostra de fundos é composta apenas por aqueles com as seguintes características:

- Distribuídos pelos seis maiores bancos de varejo do País (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e HSBC), pois são as instituições em que a maior parte dos pequenos investidores costuma aplicar seus recursos;

- Fundos fechados para aplicação não foram incluídos;

- Voltados para investidores pessoa física e que não sejam oferecidos exclusivamente aos clientes do segmento de Private Bank.

 

FUNDOS DI

Dos 43 fundos DI da amostra, 40 superaram a rentabilidade ajustada pelo IR da poupança, nenhum conseguiu superar o CDI e 35 superaram a variação do IPCA neste ano de 2015. No entanto, se considerarmos a cobrança de uma alíquota de IR de 15% sobre os ganhos, apenas 7 fundos registraram rendimento líquido real positivo, todos com taxas de administração igual ou menor a 1% ao ano. E, para ter acesso a estes fundos nos grandes bancos é preciso ter ao menos R$ 20 mil para começar a investir neles, com exceção de um fundo da Caixa, que cobra taxa de 0,7% ao ano e exige R$ 2.500 de investimento inicial.

 

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos DI

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos DI

 

FUNDOS DE RENDA FIXA

Dos 69 fundos de renda fixa, 57 conseguiram superar a rentabilidade ajustada da poupança, mas apenas 5 superaram o CDI. Quanto ao IPCA, 54 fundos conseguiram superar este índice de inflação no ano de 2015. Em relação ao rendimento real líquido de IR (a 15%), 14 registram ganhos no ano. O fundo mais rentável nesta categoria é administrado pela Caixa com taxa de administração de 0,5% ao ano. Dentre os dez melhores fundos de renda fixa por rentabilidade em 2015, 9 aceitam aplicações iniciais de R$ 20 mil ou mais, e apenas um aceita qualquer valor.

 

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de renda fixa

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de renda fixa


Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de renda fixa

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de renda fixa

 

FUNDOS MULTIMERCADO

Apenas 4 de nossa amostra de 39 fundos multimercado conseguiram superar o CDI e 24 obtiveram rentabilidade melhor do que a da poupança ajustada. Em relação ao IPCA, 21 fundos conseguiram superar a variação deste índice de inflação. Quanto ao rendimento real líquido de IR (15% de alíquota), apenas 7 fundos registram ganhos em 2015. Dos dez fundos mais rentáveis neste ano, surpreendentemente 4 aceitam aplicações iniciais de até R$ 500 e 4 entre R$ 5.000 e R$ 10.000.

 

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos multimercado

 

FUNDOS CAMBIAIS

Os onze fundos cambiais referenciados ao dólar obtiveram retornos superiores a 46% em 2015, em linha com a valorização da moeda norte-americana frente ao Real. Já os dois fundos indexados ao euro acumulam rentabilidade em torno de 34% no período, também em linha com a valorização do Euro frente ao Real. Dos 5 fundos mais rentáveis da categoria, 3 aceitam aplicações iniciais de até R$ 1.000.

 

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos cambiais

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos cambiais

 

FUNDOS DE CURTO PRAZO

Da mesma forma que os fundos DI, os fundos de curto prazo com melhor rentabilidade são sempre os que cobram as menores taxas de administração. De nossa amostra de 12 fundos, apenas 8 superaram a poupança ajustada, todos com taxa de administração igual ou inferior a 2,5% ao ano. Em relação ao CDI, nenhum deles conseguiu superar esta taxa, mas seis deles conseguiram superar o IPCA no ano. No entanto, quando levamos em conta a cobrança do Imposto de renda, nenhum fundo acaba superando a inflação (IPCA) do período. Os dois melhores fundos e também os que cobram as menores taxas de administração são os que exigem os maiores valores de aplicação inicial, R$ 20 mil ou mais.

 

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de curto prazo

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de curto prazo

 

FUNDOS DE AÇÕES NÃO-SETORIAIS

Os destaques nesta categoria são os fundos que investem em BDRs (recibos de ações de empresas estrangeiras) com valorizações superiores a 42,5% no ano. No entanto, há a exigência de aplicação inicial mínima de R$ 10.000 para investir neles. Os demais fundos (à exceção de um) apresentam rentabilidade negativa no ano, alguns próximos a -27%. Os 5 piores fundos da nossa amostra são todos de dividendos, com perdas entre -22,2% e -27,3%.

 

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de ações não-setoriais

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de ações não-setoriais

 

FUNDOS DE AÇÕES SETORIAIS

Dos 35 fundos desta categoria, 34 tem desempenho negativo no ano, sendo que os piores desempenhos registram perdas próximas a 40%. O único fundo que obteve ganhos foi um que investe em ações do setor exportador (+8,3%).

 

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de ações setoriais

Melhores investimentos 2015 – dezembro Fundos de ações setoriais

 

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