Continuamos hoje com o nosso Guia de Investimento, explicando um pouco das principais características dos investimentos que você deve conhecer para conseguir classificá-los.

Se você não leu a primeira parte, clique Aqui para acessá-la. Nela, explicamos as características “Renda Fixa x Renda Variável” e “Pré-Fixados x Pós-Fixados”.

Agora iremos detalhar mais 2 importantes características: a “Liquidez” e os”Risco de investimento”.

3. Liquidez
Ao se fazer um investimento é necessário também analisá-lo com relação à sua liquidez, ou seja, o quão fácil ou difícil será sair deste investimento e transformá-lo novamente em dinheiro vivo.
– alguns investimentos são feitos por um prazo determinado. Caso você decida ou precise sair antes deste prazo, provavelmente terá um rendimento menor ou mesmo nenhum rendimento;
– outros investimentos não possuem prazo determinado, podendo ser “baixados” (resgatados) a qualquer momento. Entretanto, podem ter uma carência de alguns dias para efetivamente estarem disponíveis para você. Por exemplo, você pode requerer o resgate de um investimento hoje e receber o dinheiro somente três dias depois;
– há investimentos cuja liquidez é considerada baixa pelo fato de ser mais difícil encontrar compradores no curto prazo. Neste grupo se encontram os investimentos em imóveis (casas, apartamentos, etc.).

4. Risco do investimento
Outra característica muito importante a ser analisada é quanto ao risco do investimento, que é a possibilidade de perder parte ou todo o investimento (ou de deixar de ganhar mais, o que seria uma perda de oportunidade). Este risco pode e deve ser analisado sob diversos pontos de vista, e como você verá muitos deles estão relacionados com as características anteriormente explicadas:

- risco de mercado: é o risco decorrente da variação de preços e taxas como ações, câmbio, títulos e juros. Sob este ponto de vista, investimentos com retornos que sejam mais previsíveis apresentam menor risco. É por isso que é comum ouvir dizer que o investimento em ações é de alto risco, pois como já vimos o seu retorno é variável e menos previsível do que na renda fixa;

- risco de crédito: é o risco que você tem de investir o dinheiro e não receber nada ou somente uma parte de volta. Ou então de receber com atraso. Dando um exemplo bem simples, você pode emprestar um dinheiro a seu parente, cobrando certos juros, mas não receber nada de volta pelo fato dele ter falido. Isto também pode acontecer com instituições financeiras. Alguns tipos de investimentos oferecem garantia contra este tipo de risco através do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). De modo geral, o FGC garante até R$ 60.000,00 por CPF e por instituição financeira;

- risco de liquidez: é o risco de você ter um investimento, mas não consegue transformá-lo em dinheiro no prazo necessário ou por um valor justo. Por exemplo, suponha que você comprou uma casa e agora quer vendê-la para pagar algumas dívidas. Será que vai ser fácil e rápido encontrar um comprador que pague à vista e por um preço que possa ser considerado como justo? Você corre o risco de continuar com a casa (e também as despesas associadas a ela como IPTU, manutenção, etc.) ou então acabar vendendo-a por uma pechincha …

É bom lembrar que não existe investimento com “risco 0”, 100% seguro. Em todo investimento há riscos envolvidos, em maior ou menor grau.

Não perca o nosso próximo ‘post’ com a última parte do Guia de Investimentos, e o detalhamento das características “Tributação” e “Custos Operacionais”.