Já estamos um pouco mais acostumados com os milionários e bilionários do mundo. Mas a grande concentração de renda, que parece crescer sem dar tréguas, pode gerar um primeiro “trilhardário” (alguém com mais de 1 trilhão de “dinheiros”) em cerca de 25 anos.

É claro que esta é somente uma estimativa, aliás não sabemos bem em que moeda esta riqueza estaria sendo considerada. Mas ainda assim, 1 trilhão em qualquer moeda é algo quase impensável nos dias de hoje.

Os dados são da Oxfam, organização não governamental que se dedica ao tema da desigualdade.

Outras estatísticas.

A Oxfam também divulgou alguns outros dados que demonstram bem o tamanho do abismo entre ricos e pobres:

  • - As 8 pessoas mais abastadas do mundo têm uma riqueza igual à metade da população mais pobre do mundo, cerca de 3,6 bilhões das pessoas mais pobres.
  • - Os 1% dos mais ricos tem a mesma riqueza do resto do mundo.
  • - Atualmente há cerca de 1.810 bilionário no mundo.

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Brasil.

No Brasil a situação também não é muito diferente:

  • - 0,5% dos brasileiros concentram cerca de 45% do PIB nacional.
  • - Temos poucos bilionários brasileiros. Mas encontrar um milionário aqui já não é tão difícil quanto antigamente.

Contrariando a tendência mundial, dados mostram que mesmo em 2016 a desigualdade de renda no Brasil diminuiu em relação a 2015. Mas isso foi muito mais devido à perda de renda dos mais ricos, devido ao agravamento da crise econômica, do que pelo enriquecimento dos mais pobres.

Apesar disso, 2016 foi um ano atípico: de 2001 a 2015 a desigualdade no Brasil diminuiu devido a melhoria de renda da base da pirâmide.

Desafio

Há estudos que demonstram que em termos mundiais, a riqueza acumulada da população está aumentando e as condições de vida são melhores que no passado. Isto não deixa de ser verdade, afinal a sociedade como um todo está em evolução e a tendência é sempre de melhoria na qualidade de vida.

Por exemplo, se compararmos as estatísticas de saneamento básico de hoje com a de 60 anos atrás, com certeza houve uma evolução.

A questão que se coloca é que esta evolução ocorre de maneira desigual: quem é rico, fica muito mais rico. E quem é pobre, fica só um pouco menos pobre.

O desafio é manter o estímulo aos empreendedores e visionários à geração de riqueza, ao mesmo tempo que políticas reais de distribuição de renda, que efetivamente promovam o desenvolvimento da sociedade, sejam criadas.