Hoje responderemos a mais uma pergunta recebida em nosso e-mail (contato@minhaseconomias.com.br) e relacionada com finanças pessoais. Vejam como ela foi formulada:

Pergunta:

Atualmente tenho todo o meu dinheiro investido na Poupança, porém tenho notado que o rendimento é muito pequeno. Já ouvi falar em fundos de Renda Fixa, mas não sei bem quais as vantagens e desvantagens. Vale a pena trocar de investimento? Atualmente não estou endividado e devo utilizar este dinheiro somente daqui a 3 ou 4 anos, quando então pretendo realizar um grande sonho: comprar minha casa própria!

Resposta:

Parabéns!!! Só pela pergunta, você já demonstra possuir três características importantíssimas para uma vida financeira equilibrada: ter um sonho, com valor e data de realização bem definidos (o que dá significado e motivação à sua economia); ser uma pessoa disciplinada e estar em busca de mais informação e conhecimento no campo das finanças.

A melhor opção depende sempre do seu horizonte de investimento (prazo de aplicação do dinheiro), valor disponível e perfil de risco (o quanto você se propõe a arriscar parte de seu patrimônio). Mas creio que você está em busca de investimentos conservadores, de baixo risco, o que é ideal devido à sua atual situação.

Nesta linha, a poupança é isenta de taxas de administração e Imposto de Renda (IR), porém tende a pagar juros menores. Já os fundos DI ou de renda fixa não possuem estas isenções, mas podem render um pouco mais, dependendo da taxa de administração. Atualmente, uma taxa de 3% ou mais já faria o fundo render menos do que a poupança.

Outra opção é o CDB (Certificado de Depósito Bancário), que pode superar a poupança.  Assim como a poupança, o CDB tem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF. Ou seja, se o seu banco quebrar, você receberá pelo menos esta quantia de volta.
Já no aspecto da rentabilidade, você deve conseguir uma taxa em torno de 90% do CDI para um CDB-DI tradicional, ou 100 a 101% em CDBs-DI com taxas escalonadas (a rentabilidade é maior quanto maior o prazo de investimento). Neste último caso, você deve obter esta rentabilidade ao deixar o recurso aplicado por mais de 3 anos. Como não há perspectiva de queda nas taxas de juros, ao menos no próximo ano, o CDB-DI pode oferecer melhor rentabilidade do que a poupança para aplicações cujo valor permitam obter as taxas acima, mesmo pagando imposto de renda.

O Tesouro Direto é mais um produto interessante. Ele consiste na compra de títulos do governo brasileiro e, por isto, apresenta poucas chances de “calote”. Mas, de outro lado, acarreta alguns custos operacionais, como corretagem (com variações significativas entre as corretoras que oferecem o serviço) e taxa de custódia.

Com um tema tão rico, como o de investimentos, que renderia várias páginas, ninguém deve se limitar a poucas respostas. Portanto, invista em sua própria educação financeira e busque mais conhecimento em livros, na Internet e junto a instituições financeiras. Dessa forma, você se sentirá mais seguro para analisar e optar pelo melhor.