Está pensando em fazer um Consórcio? Para lhe ajudar a decidir se vale a pena, confira estas 7 dicas antes de fechar o negócio:

1) Você é uma pessoa de muita sorte?
O Consórcio será um excelente negócio ser você for sorteado logo no início: desta maneira você já estará usufruindo do objeto do consórcio (casa, carro etc.) enquanto termina de pagar todas as mensalidades. Mas se você for contemplado só no final, você estará de certo modo “financiando” o resto do grupo.
Deixar a sorte decidir se o consórcio valerá a pena ou não, não é uma das decisões mais sábias. Talvez apostar na loteria toda semana saia mais barato …

2) Você precisa do bem imediatamente?
Como sempre há o risco de não ser contemplado no curto prazo, você precisa analisar se pode conviver com esta possibilidade. Por exemplo, se você precisa de um carro para trabalhar (para visitar os seus clientes), talvez o consórcio não seja a melhor opção para você. A mesma coisa acontece no caso de imóveis, cujo prazo do consórcio pode chegar a 180 meses (15 anos)! Mesmo se você for sorteado na metade do prazo, ainda assim serão mais de 7 anos de espera.

3) Você tem dinheiro para dar um lance?

Para não depender da sorte e “apressar” o recebimento do bem, é possível dar lances. Esta é uma boa opção para quem tem um dinheiro de reserva que possa ser usado para este fim. Se este for o seu caso, primeiro faça uma pesquisa para saber se o valor que você tem disponível é suficiente para um lance vencedor. Você pode ter R$ 20.000, mas se a média dos lances estiver em R$40.000, você terá que voltar a depender da sorte!
Independente disso, é preciso avaliar também se um financiamento não seria uma opção mais vantajosa, já que você poderia utilizar o valor do lance como entrada e teria a garantia de poder usufruir o bem de imediato.

4) Analise a Administradora do Consórcio.
Um dos grandes riscos do consórcio é a “quebra” da administradora. Por isso, é imprescindível checar o histórico, a solidez e a idoneidade da empresa. Outro ponto importante é analisar a inadimplência dos participantes do consórcio: se for alta, é um bom indicativo de que as contas podem não fechar no final. Consulte o site do Banco Central para estas e outras informações.
Ainda assim, lembre-se que não há garantia de que nada de errado vá acontecer, já que o governo dá nenhum tipo de garantia neste tipo de produto.

5) Compare com os custos de um financiamento: mas analise todos os outros aspectos também.
De uma maneira geral, os juros de um financiamento (ou melhor, o seu CET – Custo Efetivo Total) são bem mais altos que as taxas de administração cobradas pelos consórcios. Isto leva muitas pessoas à conclusão imediata de que o Consórcio é algo extremamente vantajoso.
Porém, é preciso analisar dois outros pontos:
– o fator ‘sorte’ e o fato de você poder usufruir do seu bem somente em um futuro distante, como explicado acima.
– as correções nas prestações: fora a taxa de administração, o valor da mensalidade sofre correção de acordo com algum índice pré-acordado (por exemplo: no caso de automóveis, de acordo com o preço da tabela; no caso de imóveis, de acordo com o INCC).
– se houver inadimplência dos participantes do grupo, este custo pode ser dividido entre todos. Em muitos casos há a criação de um “fundo de reserva” para isso, através um uma valor adicional na mensalidade.

6) Analise muito bem o contrato.
Se você já se decidiu pelo consórcio, analise muito bem as cláusulas do contrato antes de assiná-lo. Certifique-se que você compreendeu bem quais são as condições sobre o prazo, a mensalidade, os reajustes, as multas por atraso, os casos de inadimplência, desistência ou venda do consórcio, entre outras. Pesquise na internet também para conhecer um pouco mais sobre as possíveis situações que possam vir a ocorrer.

7)  Pague à Vista!
Ok, como última dica, algo que você já deve saber: o ideal mesmo é guardar dinheiro e pagar à vista, de preferência negociando um desconto! Nada de financiamentos, consórcios, empréstimos e  nem dívidas.