Pode parecer um contrassenso, mas em muitos aspectos a vida dos mais pobres pode ser mais cara que a vida dos mais abastados. É claro que quem tem menos dinheiro terá menos condições de comprar produtos ou serviços mais caros, assim seu custo de vida será menor (de uma maneira até ‘forçada’). Mas estamos falando de um outro aspecto.

Em muitas situações, considerando a compra do mesmo produto ou serviço, quem é mais rico acaba levando mais vantagens econômicas … e de uma certa maneira, acaba economizando mais.

Vamos analisar alguns exemplos e quem sabe você não se motiva ainda mais a economizar e viver melhor!

1. Produtos Financeiros: investimentos.

Este é um exemplo clássico: quando falamos em investimentos, as instituições financeiras têm muito mais interesse em atrair clientes que possuem um bom montante de dinheiro.

Assim, quem investe altos valores consegue opções de investimentos com as menores taxas de investimentos. E quem ainda está começando a juntar algum dinheiro, vai ter que amargar opções com taxas bem maiores!

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Bem, pelo menos neste caso há algumas alternativas: você pode buscar o Tesouro Direto ou então bancos médio que precisam atrair novos clientes (e por isso pagam bons rendimentos a taxas de administração menores).

2. Juros cobrados em empréstimos, cartão de crédito ou cheque especial.

Os mais ricos não deveriam precisar de nenhum tipo de empréstimo, mas se por acaso esquecerem de pagar a conta do cartão ou então deixarem negativo o saldo da conta corrente, eles vão pagar juros baixíssimos! Ou pelo menos muito mais baixos que os pagos pelas pessoas mais ‘normais’.

Isto porque o risco de crédito das pessoas ricas é menor: ou seja, ela tem uma probabilidade pequena de ‘dar o calote’, afinal tem dinheiro em investimentos ou bens que servem de ‘garantia’.

Ou seja, quem mais precisa de dinheiro emprestado será o que vai pagar as maiores taxas de juros!

3. Compras em grandes quantidades ou em promoção.

Existe um artigo do jornal americano ‘The Washington Post’ que explicava por que os pobres pagavam mais pelo papel higiênico – e também por quase todo o resto.

A explicação era simples: quem tem mais dinheiro pode comprar grandes quantidades e conseguir um bom desconto por isso. Ou então consegue aproveitar de promoções de última hora, já que estas pessoas têm sempre uma reserva que podem gastar a qualquer hora.

Já os que têm o dinheiro contado para o mês, só podem comprar pequenas quantidades por vez e em períodos específicos, provavelmente logo depois de receber o salário.