Ruídos eleitorais e mau humor externo derrubam o Ibovespa

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Ruídos eleitorais e mau humor externo derrubam o Ibovespa

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Foto: Shutterstock/KanawatTH

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O Ibovespa encerrou a quinta-feira (29) em queda de 0,84%, aos 183.134 pontos, devolvendo parte do otimismo observado na abertura do pregão. Pela manhã, o mercado reagia de forma positiva à sinalização mais clara do Banco Central de que o ciclo de cortes da Selic pode começar em março. Ao longo do dia, porém, o humor virou diante do aumento da aversão ao risco no exterior e de novos ruídos políticos no cenário doméstico, especialmente após declarações envolvendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a antecipação do debate eleitoral de 2026.

A decisão do Copom de manter a taxa Selic em 15,00% ao ano veio em linha com as expectativas, mas o comunicado trouxe indícios de que o processo de afrouxamento monetário está próximo. Parte do mercado projeta um corte inicial de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, enquanto outra parcela aposta em um movimento mais intenso, de 0,50 p.p., refletindo a leitura de que a inflação mostra sinais graduais de desaceleração.

O desempenho do índice brasileiro só não foi mais negativo porque ações de grande peso ajudaram a limitar as perdas. Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) registraram valorização impulsionadas pelo avanço das commodities. O petróleo atingiu o maior nível em quatro meses, refletindo o aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e a elevação do prêmio de risco nos contratos internacionais. O movimento favoreceu as petroleiras listadas na B3, com destaque para Prio (PRIO3), que subiu 2,00%, Brava Energia (BRAV3), com alta de 0,85%, e Petrobras (PETR4), que avançou 0,96%.

A Vale também contribuiu para segurar a queda do índice ao subir 0,51%, beneficiada pela recuperação do minério de ferro e pela boa recepção do mercado aos seus dados operacionais, que indicaram crescimento de produção e ganhos de eficiência, ainda que algumas instituições tenham adotado postura mais cautelosa em relação ao potencial de valorização no curto prazo.

No exterior, as bolsas de Nova York encerraram o dia sem direção única, pressionadas por resultados corporativos abaixo do esperado e pela percepção de que o ambiente econômico global segue desafiador. A combinação entre incertezas geopolíticas, ajustes nas expectativas de juros e desempenho misto de grandes empresas contribuiu para um fluxo mais defensivo dos investidores, influenciando também o comportamento da bolsa brasileira ao longo do dia.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Prio (PRIO3): +2,00%

• B3 (B3SA3): +1,03%

• Weg (WEGE3): +0,97%

• Petrobras (PETR4): +0,96%

• Brava Energia (BRAV3): +0,85%


Baixas

• Gerdau Metalúrgica (GOAU4): -5,13%

• Usiminas (USIM5): -4,88%

• Suzano (SUZB3): -4,64%

• CSN Mineração (CMIN3): -4,52%

• Gerdau (GGBR4): -4,17%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (29/01):

• Segunda-Feira (26): -0,08%

• Terça-Feira (27): +1,79%

• Quarta-Feira (28): +1,52%

• Quinta-Feira (29): -0,84%

• Na semana: +2,39%

• Em janeiro: +13,66%

• No 1°tri./26: +13,66%

• Em 12 meses: +48,37%

• Em 2026: +13,66%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: +0,11%

• Nasdaq: -0,72%

• S&P 500: -0,13%


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